Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 12/11/2021
De acordo com Hans Jonas, toda sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e amenizar suas enfermidades sociais. Entretanto, essa realidade não é observada no corpo social quando se trata do preconceito sofrido por pessoas transsexuais, dificultando, desse modo, o convívio coletivo. Sendo assim, percebe-se a configuração de um complexo problema que se enraiza na negligênica governamental e na banalização do impasse.
Nesse cenário, convêm ressaltar que a falta de responsabilidade do governo contribui para o empecilho. Nesse sentido, tal dificuldade vem se permeando na comunidade brasileira e culminando uma série de consequências, a exemplo disso, é a desigualdade social e as mortes causadas pela intolerânica de gênero. Desse modo, segundo o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau, o Estado responsabiliza pelo bem-estar do âmbito populacional. Contudo, é evidente que o sistema é falho ao dizer que todos têm livre-arbítrio hoje em dia.
Ademais, deve-se apontar a trivialização como impulsionador do impasse. Nesse viés, conforme Hannah Arendt, com seu conceito “banalidade do mal”, o pior mal é aquele visto com algo cotidiano, corriqueiro. Nessa ótica, é perceptível que os indivíduos que são transgêneros sofrem discriminação por parte da sociedade, podendo ocasionar, dessa forma, problemas como a depressão no sofrente, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país mais depressivo da América Latina.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os obstáculos. Dessarte, os Direitos Humanos, órgão defensor das regalias do ser humano, por meio de verbas federais, deve promover nos meios de comunicação social (televisiva, redes socias etc.), campanhas midiáticas relacionadas a transfobia, a fim de amenizar o preconceito e a banalização da temática. Assim sendo, para que o corpo social se estabeleça legítimo e que a nação se aproxima das ideias de Hans Jonas.