Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/11/2021
Intolerância, desprezo, preconceito. Essas palavras sintetizam o cotidiano sofrido da população transexual no Brasil contemporâneo, que apesar de ser um país plural e miscigenado, tem ódio à diferença. Tal fato decorre do padrão social. Consequentemente, aumentam-se os índices de violência contra os que desviam do modelo imposto.
Diante desse cenário, o padrão social é um fator crucial para a crescente intolerância. Segundo a filósofa Judith Butler, sexo é uma convenção da sociedade, podendo o indivíduo não se identificar com ele posteriormente. No entanto, devido ao padrão social ocidental, pautado nos valores judaico- cristãos, a população reconhece unicamente o sexo masculino e feminino, não aceitando a fluidez dos gêneros. Logo, a intolerância intensifica-se e a população transexual, a qual foge do esteriótipo, não é bem aceita.
Por conseguinte, os índices de violência contra essa parcela de pessoas aumentam. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, quando há falha de alguma instituição da sociedade, ela entra em estado de anomia, ou seja, começa a ter problemas no funcionamento.Portanto, percebe-se que ao não oferecer segurança de qualidade aos transexuais e punições eficazes contra a violência e o preconceito, o governo erra, deixando a sociedade anômica.
Em síntese, a transfobia ocorre devido ao padrão social. Como consequência, a população “trans” é cada vez mais vítima de violência. Logo, para solucionar a problemática, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve criar um amplo plano de cuidado e inclusão dessa parcela de pessoas. Primeiramente, deverá realizar parcerias público- privadas com clínicas psicológicas para ajudar transexuais que sofreram agressões, preconceito,ou que estão com dificuldade de encontrar emprego. Em segunda etapa, deverá realizar propagandas governamentais nas mídias de maior alcance informando da importância de aceitar a diversidade. Destarte, a sociedade será mais empática e, futuramente, a intolerâcia diminuirá.