Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/11/2021

A influenciadora digital e transsexual Ygona Moura faleceu no começo de 2021, vítima do Covid-19. Outrossim, a sua morte não impediu a falta de empatia de inúmeros internautas que satirizavam a sua aparência e transexualidade, mesmo em vida, a moça já sofria com o preconceito de sua própria família e expulsa de casa, se marginalizou. A história de Ygona, se assemelha a de muitas outras pessoas transexuais no Brasil que, substancialmente, são alvos de crimes de ódio, motivados pela transfobia. Contudo, medidas podem surgir para driblar esse cenário no país, como uma transformação de mentalidade social e rígidas leis de combate a transfobia.

A priori, é preciso que a sociedade brasileira transforme a sua mentalidade transfóbica por intermédio do conhecimento, pois esse é o mecanismo mais eficaz para se quebrar a barreira do preconceito. Sob esse prisma, o educador brasileiro Paulo Freire defende a educação com uma ferramenta de libertação e de transformação social, num mundo no qual as pessoas são passivas e reproduzem o que lhes é ensinado pelo do senso comum e é consequência do processo educacional descontruir conceitos fortemente e socialmente enraizados. Eventualmente, um projeto de ensino direcionado ao respeito as diferenças ajudaria a driblar a transfobia no Brasil.

Aliado a isso, é preciso que o Poder Legislativo do país efetive leis mais severas para conter a ação de transfóbicos no país, pois a atual legislação é falha e propicia a ação de pessoas preconceituosas afetando e diretamente a vida dos transsexuais do Brasil. Nesse ínterim, no fim do ano de 2021, o jogador de vôlei brasileiro, Maurício Souza compartilhou conteudo homofóbico e transfóbico em seu perfil de uma rede social da internet, sem sofrer qualquer ação legal, somente foi demitido do seu clube pela pressão de vários internautas simpatizantes da causa transsexual no país. Assim sendo, a criação de artigos mais severos no código penal, se faz necessário para driblar o preconceito na nação.

Em síntese, a falta de uma educação transformadora e de leis mais severas, são obstáculos para driblar a transfobia no Brasil e mediante a essa problemática, medidas devem ser efetivadas. Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com as esferas estaduais e municipais, através do Ministério da Educação e as Secretárias de Educação Regionais, implementar nas escolas e demais instituições de ensino, planos pedagógicos que ensinem a importância de se respeitar as diferenças e escolhas de gênero no país, através de palestras e aulas sobre o tema, a fim de que por meio do conhecimento a sociedade brasileira mude o seu conceito preconceituoso sobre transsexuais. Além disso, é dever do Câmara dos Deputados e Senado federal elaborar leis contra a prática de transfobia, e por meio da aprovação, criminosos serão responderão judicialmente, diminuindo as vítimas de preconceito.