Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/11/2021

Segundo o estadista e romancista Victor Hugo, ‘‘A primeira igualdade é a justiça’’. No entanto, notabiliza-se, na contemporaneidade, um cenário desafiador relacionado ao combate à transfobia no Brasil, o que contraria a proposta do francês. Diante disso, tanto o descaso governamental quanto a falta de debate na sociedade surgem como impulsionadoras da problemática em questão.

Nessa perspectiva, evidencia-se a negligência do poder público como fator determinante para a permanência do impasse. Sob esse viés, o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau defende que cabe ao Estado implantar medidas que garantam o bem-estar coletivo. Entretanto, dados divulgados pela Associação Nacional de Travestis revelam que o Brasil é o país que mais mata transsexuais no mundo, o que corrobora que o aparato estatal é ineficiente na proteção dos direitos dessa população. Por conseguinte, é comum que essas pessoas vivam reféns do medo e à margem da sociedade, o que gera uma profunda exclusão social. Desse modo, se um governo se omite diante de um tema tão importante, entende-se, assim, o porquê da continuação do imbróglio.

Outrossim, convém ressaltar que o problema ainda é pouco debatido. Nessa lógica, de acordo com o estudioso alemão Johann Goethe, ‘‘Nada no mundo é mais assustador do que a ignorância humana em ação’’. Por esse ângulo, é de suma importância que a socidade busque se informar, debater e refletir sobre a importância de combater a transfobia no Brasil, de modo a evidenciar que a orientação de gênero das pessoas não define a moral e o caráter delas. Nesse sentido, sem que haja um diálogo sério e massivo cobre o tema, será cada vez mais difícil consolidar os direitos e garantir a dignidade dessa população extremamente marginalizada.

Torna-se evidente, portanto, que o descaso governamental e falta de debate são os principais causadores da problemática em questão. Dessa forma, o Governo Federal - instancia maxima dos aspectos sociais da nação –, coeso ao Ministerio da educação, deve, com urgencia, adotar estrategias para combater a transfobia no Brasil, a fim de conter o agravamento desse problema. Adiante, a ação pode ser feita por meio de palestras em conjunto Às instituições educacionais, com o objetivo de informar sobre os prejuízos que essse entrave causa e, assim, inteirar sobre os possíveis caminhos para solucionar essa situação.