Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/11/2021
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade hodierna, uma vez que a transfobia se faz presente no Brasil, desse modo, se faz necessário alternativas para combater esse impasse. Decerto, esse entrave dá-se pela negligência governamental e pela passividade escolar.
Diante desse cenário, pode-se destacar a insuficiência de medidas do Estado no combate à transfobia como um vetor que tonifica esse problemas da sociedade contemporânea. Nesse sentido, de acordo com filósofo Jonh Rawls, um governo ético é aquele que dissponibiliza recursos financeiros para resolução de todos os problemas sociais. Entretanto, nota-se que tal pensamento não é posto em prática, visto que o poder público pouco investe em alternativas para atenuar a questão da transfobia no país. Sob essa ótica, a escassez de investimento público em propagandas nas redes cibernéticas- Instagram e Twitter- e televisivas com representatividade de pessoas transexuais colabora com as dificuldades no combate a transfobia no Brasil. Dessa maneira, é de suma importância que se busque meios para mitigar a problemática.
Outrossim, vale ressaltar a inoperância das instituições escolares como um dos agentes que dificulta o combate à transfobia no território tupiniquim. Sob essa ótica, segundo Rubem Alves- importante escritor brasileiro- as escolas podem ser comparadas a assas ou a gaiolas, pois podem proporcionar voos ou condições de exclusão e segregação. Sendo assim, fica evidente que as redes de ensino têm papel fundamental não só na formação educacional como também na formação cidadã, porém com a lacuna informacional sobre os transexuais devido a falta de aulas e palestras, ministradas por psicólogos e sexólogos, mostrando e esclarecendo dúvidas dos discentes faz com que as escolas atuem como “gaiolas”, ou seja, contribuindo com a transfobia no Brasil. Com isso, é imprescidível que alternativas sejam tomadas com o fito de combater esse impasse.
Portanto, cabe ao Governo Federal ampliar os investimentos em campanhas nos veículos midiáticos, como redes televisivas e redes cibernéticas, assim, com o objetivo de informar a sociedade sobre a transfobia no Brasil. Ademais, urge ao Ministério da Educação- órgão responsável pelas instituições escolares- a criação de aulas e debates, ministrados por psicólogos e sexólogos, por intermédio da ampliação da BCC (Base Comum Curricular), com o fito de debater e instruir os alunos sobre o assunto e, por consequência, combater a transfobia no território tupiniquim.