Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/11/2021

A transfobia é uma questão que afeta milhares de pessoas no país, segundo a OMS, o Brasil é a nação que mais mata pessoas trans de maneira violenta. Assim, apesar de uma grande fetichização dessas pessoas, elas também são estigmatizadas por uma série de fatores culturais, incluindo a religião.

Nesse sentido, a questão do conservadorismo cultural surge como o principal fator gerador dessa violência. Segundo a socióloga, o cristinimos latino américano é, por essência, transfóbico na sua dimensão prática. Isso sendo evidenciado no caso ocorrido no ano passado em São Paulo, onde um pastor encorajou seus fiéis a espancar uma mulher trans, alegando que seu gênero era subversivo e pecaminoso.

Em contraposição a isso, uma pesquisa do maior site de ponografia do mundo, Pornhub, divulgou dados em que o Brasil se colocava como o país que mais consumia conteudo adulto transsexual. Assim, o povo brasileiro, no geral, se relaciona doentiamente com as pessoas trans, de uma maneira perversa objetificando seus corpos sexualmente e condenando-as à marginalização, à agressão física e ao mercado sexual.

À vista disso, evidencia-se o caráter perverso da maneira como as pessoas trans são tratadas no país. Logo, o Estado deve, por meio de campanhas publicitárias, campanhas essas que não devem reverberar o preconceito estrutural da sociedade, informar sobre a condição precária desse grupo. A fim de minimizar a transfobia no país.