Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/11/2021

A sociedade contemporânea funciona analogamente ao emaranhamento quântico, fenômeno físico que interliga partículas, de modo que qualquer alteração em uma delas impacta as demais. Nesse sentido, o combate a transfobia no Brasil é um desafio que afeta a dinâmica social e, por conseguinte, impede o desenvolvimento de toda a sociedade. Dessa forma, faz-se imperiosa a análise dos agravantes dessa questão, sobretudo a negligência governamental e a falta de alteridade por parte da população frente a diversidade de gênero.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a transfobia no país. Tal conjuntura, contraria totalmente o artigo 5º da constituição federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país -, o qual prêve o direito a igualdade como inerente a todos, independentemente do gênero. A prova disso, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), são os altos índices de mortalidade e subemprego que assola essa minoria, mostrando mais uma vez a urgência de intervenção Estatal.

Ademais, é fundamental apontar a ausência de alteridade da população como intesificador da transfobia no Brasil. Essa aversão ao transsexuais  remete a estigmas socioculturais desde o Brasil Colônia, quando as pessoas que não seguiam o padrão da tradicional família brasileira´´ eram vistas como coisas do demônio´´, evidentemente, perpetuando-se até hoje. Mediante o exposto, para o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, a principal forma de mudar a sociedade é por meio da educação, porem, nota-se uma realidade que destoa do princípio defendido por ele, uma vez que a discussão a respeito da transfobia na escola e na mídia, quando não esteriotipada, é praticamente inexistente.

Depreende-se, portanto, a necessidade de caminhos alternativos para combater a transfobia no país.

Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação - órgão responsável pelas diretrizes de ensino do país -, por meio de palestras recorrentes na mídia e na escola, dê voz ao transexuais. Essa ação tem por finalidade ensinar a população, a partir das perspectivas da própria minoria, o verdadeiro sentido de comunidade. Assim, cosolidar-se-á um emaranhamento quântico social em harmonia, ou seja, ausente de discriminação.