Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/11/2021
O filósofo Immanuel Kant, ao conceituar os imperativos categóricos, afirma que todas as pessoas devem ser valorizadas e tratadas com dignidade. No entanto, observa-se que, no Brasil, há uma clara deturpação da tese do intelectual, tendo em vista a massiva transfobia existente no país, de modo a prejudicar a vida das pessoas transexuais que são desvalorizadas e marginalizadas na sociedade. Com isso, é necessário interferir nas alternativas de resolução do problema, o qual é consolidado e perpetuado pela insuficiência estatal e pela mentalidade social retrógrada, sendo fulcral combatê-lo.
Em primeiro plano, a falta de suficiência governamental fomenta a continuação do preconceito contra a população trans. A esse respeito, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, defende o respeito e a verificação dos direitos dos povos de uma nação. Entretanto, percebe-se que ,muitas vezes, não ocorre essa garantia, visto que o governo não tem sido suficiente para combater a transfobia, o que camufla o sofrimento desses indivíduos que vivem inseguros e sem um amparo devido do Estado.Diante disso, tal situação negligenciada é verificada, seja pela carência de direitos e oportunidades ofertadas a essas vítimas, como equidade salarial e cotas em universidades públicas, seja pela banalização da punição estatal de atos subversivos e violentos contra essas pessoas, que são submetidas à violência urbana e ao descaso popular. Assim, fica clara a inoperância do governo.
Além disso, o pensamento coletivo distorcido contorna esse panorama. Nesse sentido, o filósofo Arthur Schopehauer alega que a visão que uma pessoa tem do mundo é influenciada pelo meio que a cerca. Nessa lógica, a influência de um ambiente opressor e alienado facilita a consolidação da transfobia, a qual é construída pela sociedade, por exemplo, nas mídias de comunicação, as quais, por vezes, criam uma mentalidade que desvaloriza os trans, massificando comentários discriminatórios e visões limitadas em redes sociais, como o Instagram, o qual pode ser um mecanismo que aliena a população a pensar que os transexuais são inferiores. Logo, alterar a maneira de pensar na massa transexual é uma alternativa indispensável para coibir o entrave, ampliando o pensamento social e incluindo essas pessoas vitimizadas na socialização brasileira.
Portanto, a fim de promover o combate à transfobia e ampliar a visão das massas, cabe ao Ministério da Cidadania realizar uma campanha social que evidencie a necessidade de valorizar a população transgênero , por meio do relato anônimo de vítimas da opressão e do preconceito, que devem relatar o medo sofrido. Ademais, tal campanha deve ser acompanhada do debate midiático acerca do autoconhecimento do transexual e a importância do respeito a essas pessoas. Assim, a ideia de Kant poderá ser verificada no Brasil.