Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/11/2021

A transfobia configura-se como qualquer tipo de preconceito, aversão ou discriminação contra indivíduos transexuais. Hodiernamente, o Brasil é o país que mais mata pessoas trans em todo o mundo, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, o que evidencia um problemático contexto de transfobia que ameaça a garantia dos direitos humanos a esse grupo. Por isso, é de suma importância analisar as alternativas de combate a essa fobia, por meio de uma educação que prege pela tolerância e de uma mídia mais representativa, para assim, minimizar essa questão na contemporaneidade.

Sob esse viés, é valioso elucidar como educar os jovens para serem mais tolerantes à diversidade é uma alternativa para combater a transfobia. Isso porque, como é defendido pelo filósofo Emmanuel Kant, os indivíduos são aquilo que a educação faz deles, ou seja, é preciso ensina-los, preferencialmente desde à infância, a respeitar a orientação de gênero alheia. Tais ensinamentos devem ser empregados pelas instituições de ensino formal, com a ajuda de psicólogos, por meio da celebração da pluralidade de gênero, a fim de atenuar o preconceito com as pessoas trans. Dessa maneira, é inquestionável como a adesão do ensino da tolerância mostra-se como uma alternativa no combate à transfobia no país.

Ademais, uma mídia mais representativa também mostra-se como uma alternativa para combater a transfobia no Brasil contemporâneo. Uma vez que, essa instituição em uma sociedade globalizada é uma grande formadora de opnião e pode transformar o respeito aos transexuais em um Fato Social, termo cunhado por Émile Durkhein que caracteriza-se como uma ação desempenhada por toda uma comunidade. E isso aconteceria com uma maior representatividade trans em filmes, propagandas e livros que incentivem o respeito a esse grupo. Logo, é evidente o valor que a mídia tem como uma alternativa no combate à transfobia na contemporaneidade.

Fica claro, portanto, que tais medidas precisam ser adotadas para amenizar essa problemática. Sendo assim, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Educação, inserir no Plano Nacional de Educação aulas e materiais, desenvolvidos por psicólogos expecialistas em transgêneros, que celebrem a pluralidade dos indivíduos e pregem pela tolerância aos trans. Desse modo, o preconceito, a aversão, a discriminação e as mortes das pessoas transexuais devido à transfobia serão combatidas no Brasil contemporâneo.