Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/11/2021

Historicamente, o mundo vivenciou os reflexos das atitudes do regime Nazista, instaurado na Alemanha, sendo esse marcado pelo autoritarismo e pelas bases conservadoras de extermínio daqueles que eram considerados indesejáveis em seu território. Semelhantemente, o Brasil também adotou práticas discrimitatórias e letais como a transfobia, outrossim o país ainda sofre com essas ações agressivas, sobretudo devido a naturalidade dessas atitudes nos lares , como também pela intensa violência nas ruas. Nessa perspectiva, faz-se necessário avaliar as causas para a intensa presença dessas práticas na sociedade contemporânea, inclusive por meio da família e da própria esfera social.

Sob esse viés, nota-se que há uma naturalidade dos atos de violência nas casas devido à orientação sexual dos indivíduos, principalmente com a justificativa de educar esses. Isso se fundamenta nos estudos da filósofa Hannah Arendt, sobre ¨Banalidade do mal¨, na qual consiste em naturalizar gestos repugnantes pela sociedade. Sendo assim, confirma o fato de que o preconceito é perpassado pelos próprios familiares, que inspirados nas bases tradicionais não aceitam as escolhas individuais dos entes e perpetuam ainda mais a discriminação sexual.

Ademais, as ruas são ambientes extremamente violentos e repressores, principalmente para as maiorias silenciadas. Um bom exemplo é a série ¨Sex Education¨, exibido pela plataforma Netflix,  que dentre uma de suas temáticas, aborda sobre os desafios enfrentados por Eric, personagem gay, que ao sair de sua casa foi violentado por utilizar roupas consideradas fora do padrão imposto. Dessa maneira, evidencia a realidade vivenciada por muitos brasileiros, que por não se reconhecerem com o gênero pertecente, sofrem diariamente com agressões físicas e são moralmente julgados pelo seu meio.

Portanto, percebe-se que os fatores históricos refletem no pensamento contemporâneo, sobretudo em relação à transfobia que se dissemina pelas instituições familiares e pela sociedade. Logo, urge que o Ministério da Mulher, da  Família e dos Direitos Humanos, em conjunto com a Escola, promovam projetos de integração e segurança desse grupo. Tal ação deve ocorrer por meio de palestras nos espaços públicos, abordando sobre a inclusão e as consequências acarretadas pela discriminação. A fim de reduzir os casos de violência com a mudança de pensamento, além de gerar um futuro mais próspero, pois só assim episódios como o ocorrido com o personagem Eric será solucionado e os direitos a esses grupos serão conquistados de forma plena.