Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/11/2021

A série norte-americana “Orange ia the new black” apresenta o dia a dia e conflitos sobre mulheres em cárcere, essas, Sophia, mulher transexual pertencente a essa penitenciária feminina e que é tratada de forma igualitária nesse sistema. Fora da ficção, no Brasil contemporâneo, hipóteses como essas são improváveis ​​de acontecer, visto que a transfobia os impedem de terem uma vida comum no gênero preferido. Por isso, é preciso elaborar alternativas para o combate desse preconceito, como a aplicação das leis que garantem direitos aos transexuais, bem como uma formação educacional livre de estigmas.

Em primeira análise, convém abordar que o poder público deve arcar com garantias constitucionais dos cidadãos e colaborar para inclusão social dos transgêneros. Embora a Constituição federal de 1988 garanta os direitos à liberdade, segurança e educação a todos, sem distinção, há uma negligência na lei se tratando de transexuais. Sob esse viés, tais obrigados são segregados em sociedade devido a abdicação de seus direitos fundamentais, destinando-os à um futuro precário, e, muitas vezes, à morte, assim como apresentado na Associação Nacional de Travestis e Transexuais, que indica o alto índice de homicídios por transfobia no Brasil. Logo, uma inércia do governo impede que os transexuais consigam usufruir, com liberdade e segurança, de hipóteses comuns a outros cidadãos.

Ademais, cabe acrescentar que uma educação inclusiva construiria um país livre de transfobia. De acordo com o filósofo Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, evidenciando a educação como fator primordial para transformar uma nação. Nesse contexto, fica claro que para atenuar o preconceito com transexuais, tal assunto deve ser tratado com ajuda da pátria educadora, garantindo que forme mentes mais tolerantes no futuro e conquista o fim da transfobia a longo prazo.

Portanto, a transfobia é uma realidade no Brasil e deve ser combatida. Para isso, urge que o governo federal- órgão responsável por garantir os direitos humanos- insira obrigatoriamente nas escolas públicas conteúdos relacionados à gênero e sexualidade, por meio de palestras com psicólogos e educadores sexuais, a fim de incentivar a tolerância desde a infância, a empatia com o próximo, e principalmente, para que os transsexuais tenham ciência de seus direitos e busquem essa garantia. Dessa maneira, a transfobia seria minimizada no Brasil.