Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 13/11/2021
Nojentos. Loucos. Más influencias. São alguns dos adjetivos preconceituosos e criminosos dados ao público LGBTQI+, com ênfase nas pessoas travestis e transsexuais. Por certo, de acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito.” Entretanto, percebe-se que esse pressuposto não é empregado adequadamente no país, em razão de não haver alternativas para combater a transfobia na sociedade brasileira. Com efeito, há de analisar não somente a falta de empatia, mas também a carência de oportunidades de inserção ao mercado de trabalho devido ao preconceito fincado nas raízes da sociedade como fatores ligados à problemática em questão.
Sob esse viés, é possível destacar a falta de empatia do corpo social somado a uma distribuição de ódio gratuita contra indivíduos trans. Desse modo, segundo o filósofo brasileiro Betinho, “o desenvolvimento humano só vai ser efetivado quando a sociedade civil afirmar estes cinco pontos cruciais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade.” Posto isso, fica evidente que o processo de desenvolvimento cidadã está entrelaçado com a empatia, uma vez que a participação do povo no contexto da problemática, seguindo os pontos defendidos pelo escritor resultará em cuidados a serem sanados, possibilitando, assim, uma igualdade perante as diversidades ideológicas, culturais e políticas no país.
Além disso, a falta de oportunidades de vagas de emprego para transsexuais no Brasil é impulsionado a partir dos preconceitos, discriminações e aversões, caracterizando a transfobia sofrido por essa minoria e, consequentemente, se tornam indivíduos marginalizados, configurando, assim, a ausência de alternativas para reagir tais agressões. Sob essa perspectiva, conforme o escritor Paulo Freire: “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.” Logo, é necessário que o Estado interfira de modo eficaz no comprometimento de gerar empregos para travestis e transsexuais, posto que o incremento de concursos públicos adicionados a cotas para pessoas trans levará a uma mutação social de inclusão e respeito ao coletivo LGBTQI+, assim como diminuirá a tangente de desigualdades no mercado de trabalho.
Portanto, providências precisam ser tomadas para combater a transfobia na sociedade brasileira. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem contrariar o preconceito contra as pessoas trans desde o ensino fundamental, por meio de aulas de sociologia, palestras e oficinas capazes de estimular a empatia. Essa iniciativa teria como finalidade de promover caminhos a efetiva inclusão desse grupo e de garantir que o Brasil seja uma nação justa e livre de discriminações.