Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/11/2021

A novela  mexicana “Rebelde”, exposta pela emissora Televisa em 2006, já explicita de maneira velada a transfobia na trama, quando um personagem se veste de mulher e o diretor do colégio o confronta, relatando que tal fato desprestigiaria a instituição, gerando constrangimento ao aluno. Fora da ficção, a transfobia no território brasileiro também é motor de agressões físicas e psicológicas ao público supracitado. Nesse sentido, dois fatores não devem ser negligenciados: o egoísmo humano e os padrões inflexíveis na sociedade.

Primordialmente, a individualidade humana impede os indivíduos de enxergarem o outro sob ótica empática, contibuindo para o processo de discriminação daqueles que não estão dentro dos padrões convencionais, como os transgêneros. Tal premissa está em consonância com a obra “Leviatã”, na qual T. Hobbes, relata que na gênese humana todos são egoístas e maus. Assim, não se importam com a discriminação e os sofrimentos causados a esse público. Diante disso, ações governamentais são emergentes para mitigar o impasse.

Além disso, os padrões inflexíveis da sociedade em relação à gênero causa estranhamento e pré conceitos ao virem pessoas diferentes. Tal afirmação se confirma no livro “O Mundo Como Vontade e Representação”, no qual A. Schopenhauer relata que o campo de visão das pessoas são determinantes no que tange as percepções de mundo. Nesse contexto, se as pessoas não veem ou possuem conhecimento sobre o tema gera estranhamento que, aliado ao egoísmo humano, contribuem para formação de indivíduos preconceituosos e discriminatórios, já que de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transgêneros, a taxa de homicídios à essa parcela da sociedade aumenta a cada ano. Dessa forma, o governo deve intervir para uma boa convivência social.

Destarte, a fim de que o egoísmo humano não interfira na harmonia social, urge que o Estado na figura de Poder Legistativo, estabeleça as normas necessárias para regulamentar a convivência social, por meio de uma lei que estipule multa e reclusão àqueles que ferirem a dignidade dos transgêneros, seja de forma física ou moral. Dessa forma, essa parcela social se sentirá segura. Outrossim, para que os padrões sociais se tornem flexíveis e as pessoas abertas as mudanças de paradigmas, é imprescindível que o Ministério da Educação rompa os estigmas sociados aos transgêros, por intermédio da inclusão da pauta no currículo escolar de sociologia, isto posto, forma-se-á uma nação em que as pessoas se sentirão livres para serem o quiserem sem medo de represálias e preconceitos e o fato ocorrido em Rebelde figurará somente na ficção.