Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 13/11/2021

A história da música brasileira é marcada pelos mais diferentes artistas, no entanto, alguns ficam estigmatizados e têm de conviver sob diversos ataques, como a cantora transsexual Pablo Vittar que é frequentemente atacada pela sua identidade sexual. Portanto, conclui-se que a transfobia no Brasil é um problema que persiste nos dias atuais, sendo uma de suas principais causas o preconceito enraizado na sociedade, que colabora para a minoria em questão deixar de prestar queixas. A priori, é necessário entender a adversidade em questão a fim de combatê-lá.

Em primeiro lugar, a forte presença conservadora na sociedade brasileira corrobora a intolerância. Na obra “Genealogia da Moral”, Nietzsche, filósofo alemão, diz que para compreender a razão de problemas morais é imperativo realizar uma retrospectiva histórica. Segundo o procedimento genealógico do pensador, recorrendo ao passado brasileiro, nota-se que devido à intensa integração entre política e religião durante a formação da colônia, instaurou-se na nação um conceito heteronormativo, que normaliza apenas cisgêneros - aqueles indivíduos cujo gênero corresponde ao sexo biológico - enquanto desvirtua transsexuais, tal análise é comprovado pelo dado de que, segundo a Rede Trans Brasil, os numeros de homícidios contra essa minoria vêm aumentando nos últimos anos - 171 casos até Outubro de 2017, crimes que ocorrem por influência de tal hostilidade estrutural tupiniquim.

Em segundo lugar, o reflexo da opressão acerca da minoria é o silenciamento por parte desses indivíduos. Dada a repressão, a maioria das vítimas preferem não denunciar e indiretamente deixam os agressores livres de qualquer acusação. Esse problema acontece pois segundo o Imperativo Categórico de Kant, as pessoas devem agir segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal, e no caso abordado, certa parcela da população ao promover discursos de ódio acabam não seguindo a teoria do filsófo alemão - como aponta o dado de que em 2019 foram registrados 124 assassinatos de trans - pois agem de uma forma antiética que não é almejada como norma global, exceto por aqueles cujo objetivo é disseminar a malevolência. Logo, é necessário penalizar os infratores e subsidiar as vítimas de tal aborrecimento.

Com base no exposto, torna-se evidente as razões e decorrências da transfobia no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação promover palestras conscientizadoras em escolas, como rodas de conversas, com a finalidade de aconselhar a próxima geração de cidadãos, já que é mais responsável encerrar o mal pela raíz. Além disso, compete ao Ministério Público desenvolver plataformas online de contato, uma vez que o canal virtual é mais acessível, para facilitar os meios de denúncias, por meio de aplicativos. A posteriori, o Brasil passará a ser um exemplo de inclusão social.