Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/11/2021
Segundo a Constituição Federal brasileira, toda a população verde-amarela deveria ser tratada como igual, princípio da isonomia. Apesar disso, são comuns nos noticiários casos de preconceito contra o contingente transexual. Isso decorre tanto do preconceito enraizado, quanto da falta de políticas eficientes para informar sobre o assunto no sistema educacional, que contribui para a manutenção de ideias conservadoras sobre o assunto.
Decerto, o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo e seria coerente esperar que o preconceito contra pessoas trans não existisse aqui. Contudo, em decorrência das leis contra crimes de ódio ser brandas, tal mazela não só existe, como também é onde mais se mata indivíduos por causa da orientação sexual, segundo o jornal eletrônico UOL. Além disso, a reportagem traz outro dado alarmante: a violência é crescente. Assim, tem-se a urgente necessidade de combater o avanço desse inaceitável quadro, com um maior rigor da lei.
Outrossim, é preciso incutir o respeito ao outro na sala de aula, e a educação sexual na escola é imprescindível para assegurar isso. Como país com uma população de maioria Cristã, não é espantoso verificar manifestações conservadoras ao extremo no cotidiano, o que jamais deve ser normalizado, uma vez que o próprio Cristo pregava o amor ao outro, inclusive aos pecadores. Dessa forma, é cabível que as escolas públicas tenham em suas grades curriculares o ensino ao respeito da sexualidade, do diferente, sem que isso signifique abandonar os preceitos da religião.
Para combater a transfobia no país tupiniquim, é preciso, portanto, que o Estado tome medidas para punir e educar na nação. Isso será possível com a elaboração de leis mais rígidas, por meio do Legislativo. Sobretudo, urge que o Ministério da Educação, por meio das Secretarias de Educação, e, respectivamente, das escolas, implemente, na grade curricular dos alunos do ensino fundamental, a Educação Sexual, com ênfase no respeito às diferentes manifestações, com a finalidade de combater o preconceito e de promover a Isonomia na sociedade brasileira, pois, segundo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele.