Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/11/2021
Violência, preconceito, suicídio. São muitos os problemas que afetam a comunidade de pessoas transexuais. Segudo o portal de notícias g1, o Brasil é o país onde mais se matam pessoas trans no mundo. A Associação Nacional dos Travestis e Transexuais (ANTRA), afirma que só no primeiro semestre de 2021, foram assassinadas 80 pessoas trans e que a expectativa de vida desses indivíduos é de apenas 35 anos. Apesar de alguns avanços tais como união homoafetiva, nome social, criminalização de atitudes homofóbicas dentre outros, esses cidadãos continuam sendo desrespeitados por uma parte significativa da sociedade que ainda os tratam como aberrações, os exclui, fazem piadas e usam as redes sociais para ofensas. A família, a sociedade e o governo precisam ser mobilizados para proteger e defender os direitos desses brasileiros.
Inicialmente, verifica-se que muitos indivíduos trans encontram problemas de rejeição em seus próprios lares. Algumas famílias até mesmo expulsam esse membro da casa, quer por orientações religiosas, quer por heranças machistas. Ambientes de trabalho e escolas, também são lugares férteis para desferir piadas homofóbicas. É notório que existe um grande desconhecimento no que se refere à transexualidade. Esse assunto precisa ser debatido exaustivamente na sociedade brasileira, com o intuito de conscientizar a população, orientando-a a respeitar e defender os direitos dessa minoria.
Ademais, todo esse preconceito que cerca a comunidade trans, macula o tecido social brasileiro. Há uma clara violação dos direitos humanos. O famoso físico Albert Einstein afirmou que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito". A incitação ao ódio contra pessoas trans gera um grande prejuízo para a sociedade, não só atinge famílias, como causa impacto na segurança pública e no sistema de saúde, responsáveis por atender as ocorrências provenientes da violência e cuidar dos traumas das vítimas. Isso tem que acabar. As famílias precisam acolher e apoiar seus membros trans e o Estado precisa investir em educação para combater paulatinamente culturas transfóbicas.
Portanto, as escolas brasileiras, devem ser preparadas para oferecer informações aos brasileiros desde criança, sobre a diversidade sexual dos seres humanos e como funcionam seus corpos e mentes. Assim, o governo federal, mediante o Ministério da Educação, deverá acrescentar ao curículo escolar do ensino fundamental, aulas de educação sexual ministradas por professores de ciências . O governo deverá também contratar sexólogos e psicólogos para coordenar cursos de aperfeiçoamento desses professores, acrescentando aos mesmos, habilidades para tratar do assunto em questão. Desse modo, com uma população esclarecida, o país sairá do vergonhoso mapa da violência contra os transexuais e poderá caminhar no sentido de se destacar como defensor dos direitos dessas pessoas.