Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/05/2022
O seriado estadunidense “Euphoria”, inova ao retratar pessoas transexuais por meio da personagem “Jules Vaughan”, a adolescente não é objetificada, distanciando-se de ser representada sob o viés do fetiche ou de estigmas. Contudo, apesar da representação da série, as pessoas trans são suscetíveis as condições socieconômicas e psicológicas desfavoráveis. Assim, constitui-se uma negatividade que se manifesta sob a forma de barreiras que limitam o acesso dessas pessoas a direitos básicos de existência. Para combater tais atos, é importante fomentar o debate aberto e livre de julgamentos em torno desse assunto.
Em primeiro lugar, faz-se necessário mencionar que a falta de informação da sociedade brasileira é uma das principais vias para a reprodução da discriminação. Embora, a transfobia tenha sido criminalizada desde 2019, o país ainda lidera o ranking de assassinatos de transexuais e travestis em todo o mundo. É perceptível, então, que existe uma raiz histórica para a perpetuação desse tipo de discriminação. Assim, esse tipo de preconceito estrutural se manifesta quando apenas expressões do ideário heteroafetivo e cisgênero são qualificadas como adequadas, pois, com issso, julga-se como inadequada toda expressão da individualidade entendida para além desse ideário. Dessa forma, nota-se que esse prejulgamento precisa ser desmotivado.
Em segundo lugar, ressalta-se que grande parte do preconceito sofrido por essas pessoas está relacionado ao dogmatismo religioso. Isso porque a figura dogmática pode assumir uma postura intolerável frente aos questionamentos de valores e crenças pessoias gerado pelo estranhamento um ao outro, pelo confronto com o diferente ou desconhecido.
Portanto, o combate da transfobia pode ser possível por meio de medidas educativas. Isto posto, cabe á escola, forte ferramenta de formação de opinião, realizar rodas de conversa com os alunos sobre a problemática em questão. Essa ação pode se concretizar por meio de palestras com pessoas LGBT e professores de sociologia, estes irão desconstruir a visão discriminatória dos estudantes, enquanto que aqueles irão mostrar dados/ informações sobre esses tema. Assim, será possível amenizar o estigma existente e ajudar no combate desse julgamento.