Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/11/2021
Em alguns filmes conhecidos como Vóvózona e Shrek por exemplo, alguns personagens masculinos se trajam como mulheres como forma de produzir um certo humor. Em contrapartida, no mundo real os indivíduos trans sofrem inúmeras formas de preconceito, e são tratados como algo inadequado. Sabendo disso, a situação fica ainda mais grave quando se analisa a questão religiosa e conservadora do Brasíl, que acaba por estimular ainda mais a transfobia no país.
Primeiramente, de acordo com a constituição brasileira o Brasíl é um país laico, portanto não possui uma religião oficial e garante a separação político-religiosa. No entanto, é nítido a influência do catolicismo extremista na sociedade contemporânea juntamente com seus dogmas e crenças que propositalmente, ou não, adota uma postura rígida e negativa quanto a aceitação das diferentes orientações sexuais presentes no mundo. Consequentemente, a religião por meio de seu livro sagrado, e possíveis interpretações enviesadas fortalece a ideia de uma estrutura familiar conservadora, rejeitando os demais.
Outrossim, para que o ciclo de conflitos seja interrompido deve-se normalizar e introduzir na sociedade a parcela da população transexual em diversos setores sociais para que a grande maioria deixe de tratar o fato como um ‘‘Tabu’’. Ademais, plataformas de streaming como a Netflix ajudaram a difundir conteúdos de alta qualidade do gênero, além de propagandas como as de cartão de crédito infinitypay que contratam individuos transgenero contribuindo com a inserção cultural e social no cenário brasileiro.
Destarte, faz-se mister a identificação do problema para resolver o impasse. Portanto, o Poder Judiciário em conjunto com o Poder Legislativo, deve promover direitos exclusivos para a comunidade LGBTQI por meio de leis, que serão decisivas para garantir a presença desse público nos setores comerciais, além da formação de orgãos protetores especializados contra agressões e ofenças, tudo isso com o objetivo de impedir que o preconceito interfira nas oportunidades sociais desse grupo, e garantir a segurança do mesmo. Consoante a isso, é importante que o Ministério da Educação também seja envolvido na difusão do conhecimento das várias orientações sexuais e a importância de respeita-las desde o ensino fundamental, para que ao longo do tempo seja contruida uma sociedade mais tolerante e não tranfóbica no Brasíl.