Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/11/2021
Honeré de Balzac, famoso escritor francês, afamado por suas agudas análises psíquicas, assevera que, a igualdade pode até ser um direito de todos, porém não existe poder suficiente para tornar isso factual. Realmente, o direito à igualdade é subtraído nos casos de preconceito contra trans, por isso é preciso encontrar alternativas para combater a trasfobia no Brasil contemporâneo. Perante o exposto, torna-se impreterível atuar para reverter esse situação, que persiste devido não só à violação constitucional, mas também à invisibilidade.
Sob esse viés, pode-se apontar como um fator dessa difícil adversidade a violação constitucional. À frente desse cenário, é valoroso destacar a Constituição Federal, lei primacial e suprema do Brasil, que garante a todos os cidadãos a inviolabilidade do direito à proteção contra discriminação e preconceito. No entanto, esse direito não é executado na prática nos casos de intolerância transexual, por causa disso se verifica a necessidade de buscar alternativas para combater a trasfobia no Brasil contemporâneo, visto que o Brasil registrou 89 casos de assassinatos de pessoa trans somente no primeiro semestre de 2020, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Assim, é incontestável que a lei não está sendo cumprida, o que deixa essas pessoas volneráveis a violênicia.
Além disso, outro ponto relevante nessa complexa temática é a invisibilização. Nessa conjuntura, é pertinente mencionar o “Mito da Caverna”, escrito pelo filósofo Platão, com a finalidade de demonstrar a importância de se conhecer a realidade para desenvolver um senso crítico. De fato, uma das alternativas para combater a trasfobia no Brasil contemporâneo é retirar essa questão do silenciamento, uma vez que, de acordo com a ONG Transgender Europe, o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. Logo, diante desse dado alarmante, fica claro que esse panorama permanece na obscuridade e precisa, urgentemente, ser escancarado e debatido na sociedade brasileira.
Depreende-se, portanto, que o caminho para solucionar esse imbróglio absurdo e desumano é custoso, mas precisa ser percorrido. Para isso, o Ministério das Telecomunicação deve organizar campanhas para orientação e conscintização da população como uma alternativa para combater a trasfobia no Brasil contemporâneo, por meio de vídeos educativos e informativos sobre a questão, que devem ser transmitidos nos horários de maior audiência na Globo, na Band, na Record e no SBT, a fim de exteriorizar o problema e reverter a invisibilidade que impera. Tal ação pode, ainda, contar com o apoio de influencers digitais para repassar a informação e atingir um numero maior de pessoas. Por conseguinte, será possível retroceder a desigualdade mencionada por Honoré de balzac.