Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 16/11/2021

Na série mexicana “Control-Z”, um hacker expõe os segredos de diversos alunos de um colégio particular. Uma das primeiras estudantes expostas foi a Isabela, garota transexual que mudou de cidade em busca de aceitação e de uma nova vida. Após o incidente, a aluna é alvo de transfobia. Fora da ficção, a história de Isabela se repete no cotidiano de milhares de brasileiros. Infelizmente, a escassez na educação e a banalização de ações transfóbicas colabora para a disseminação de práticas preconceituosas contra pessoas transexuais na contemporaneidade. Dessa maneira, torna-se necessário debater sobre alternativas para combater a transfobia no Brasil.

Nessa perspectiva, é importante lembrar que a educação é fundamental para assegurar a integridade dos indivíduos transexuais. Além disso, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais, o Brasil é o pais que mais mata pessoas trans no mundo. Posto isso, no século XX, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, afirmou: “A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para salvar o mundo”. Com isso, nos países em que os cidadãos que não possuem acesso à importante ferramenta, diversas ações imprudentes tenderão a se repetir. Dessa maneira, para que a transfobia seja extinta, é necessário mudanças na educação brasileira .

Ademais, vale destacar que, comumente, os sujeitos repetem ações que são banalizadas em suas sociedades. Com base nisso, o filósofo inglês John Locke desenvolveu a teoria da Tábula Rasa, na qual afirma que o homem nasce como uma folha em branco e seus conhecimentos são adquiridos com o tempo, por intermédio de vivências e experiências. Sob essa ótica, os indivíduos são afetados tanto por informações que absorvem das mídias, quanto por pessoas do mesmo convívio. Dessa forma, fica evidente que, para combater a transfobia, não basta investir em educação, também é preciso garantir que os transexuais tenham visibilidade positiva.

Portanto, a fim de combater a transfobia no Brasil contemporâneo, a Secretaria da Educação deve assegurar que todos os estudantes tenham acesso à educação que repugne o preconceito. Isso será possível por meio da criação de um projeto denominado “Respeite a Diversidade”, no qual os alunos aprenderão, com o auxílio de palestras, sobre as pessoas que não reconhecem seus sexos biológicos e sobre a necessidade de respeitá-las. Simultaneamente, é necessário que transexuais tenham visibilidade, isso poderá ser colocado em prática com a contratação, por parte de grandes empresas, de pessoas trans para ocupar cargos importantes. Assim, a educação e a inclusão serão as melhores alternativas para garantir a integridades de cidadãos trans e os acontecimentos vividos pela Isabela ficarão apenas na ficcção, afinal, algumas ações não podem ser desfeitas pelo comando Control- Z.