Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/11/2021

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. Entretanto, o que se vê no cenário brasileiro ao analisar as desenfreadas queimadas na Amazônia e Pantanal é o total descompromisso para com a sustentabilidade. Quanto às causas, pode-se apontar: o déficit educacional e a insuficiência legislativa.

De início, sabe-se que a educação é o principal fator na economia de um país, e, como décimo terceiro colocado na economia mundial pelo ranking do IBGE, seria plausível afirmar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Em contrapartida, a realidade é o oposto e o resultado desse contraste é refletido no desenfreado e irresposável desmatamento da Amazônia e do Pantanal. Convém, por isso, expor a citação do filósfo Immanuel Kant, que diz que: “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Refletindo sobre esse conceito, entende-se que parte fundamental para o desenvolvimento sustentável passa por melhoria do conteúdo e do sistema de ensino popular.          Ademais, faz-se relevante salientar a insuficiência legislativa, ou seja, ausência de leis e/ou falhas em suas aplicações como impulsionadora do problema, visto que, segundo o Greenpeace (Organização Ambiental sem Fins Lucrativos), mesmo sendo proibidas por lei, desde Julho, a Amazônia e o Pantanal registram recordes de queimadas e desmatamento. Diante desse cenário, questiona-se, então, a idoneidade do Estado, uma vez que, conforme previsto em Constituição, recai sobre este o compromisso de agir como moderador promotor de uma justiça social eficiente.

Logo, sendo o déficit educacional e a insuficiência legislativa fatores responsáveis pela eclosão do quadro, medidas para o contorno são: a inclusão de disciplinas e ética e direitos civis na grade estudantil, e a revisão das leis e o modo como são aplicadas, como forma de garantir a erradicação de práticas destrutivas ao meio ambiente. Tais objetivos podem ser alcançados por meio de parcerias entre os Ministérios do Meio Ambiente e da Educação e o Estado, que juntos devem utilizar o dinheiro de impostos para viabilizar a realizaçao das soluções apresentadas. Nesse sentido, o intuito de tais ações é proteger o meio ambiente, para assegurar, assim, a devida qualidade de vida aos brasileiros.