Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/11/2021
São Tomas de Aquino, filósofo medieval, afirmava que todos devem ser tratados da mesma maneira. Entretanto, a contemporaneidade brasileira contrária o ponto de vista do autor, uma vez que, a transfobia, discriminação, violência e falta de inclusão contra pessoas trans é uma realidade que deve ser combatida. É essencial compreender, portanto, que o fator midiático e a falta de debate são causas notórias da questão.
Dessa forma, é necessário destacar a omissão da mídia em promover o combate a transfobia como um fator latente para a persistência do preconceito. Neste sentido, no Iluminismo ,foi difundido informações que causaram a queda do Absolutismo, e assim revolucionou o mundo. Desse modo ,vê-se a função das midias :denunciar impasses sociais. Porém no Brasil, os meios de comunicação deixaram de cumprir esse papel com eficácia .Sendo que, na contemporaneidade a mídia pouco discute e compartilha informações e histórias sobre o transsexualismo ,só recentemente em 2017 uma novela brasileira ,´´Força do querer´´ ,retratou a história de um personagem trans abertamente ,fato que demonstra a falta de representatividade da temática, visto que, para que este desafio seja solucionado ele deve estar em evidencia frequentemente . Sob essa lógica, é essencial que a televisão divulgue o impasse social da intolerância com o grupo o qual se indentificam como transexuais.
Além disso, outra causa para os desafios em eliminar a transfobia no território nacional é o silenciamento do tema .Neste viés, segundo o sociólogo alemão Habbermans a linguagem é uma verdadeira forma de ação ,ou seja para que um problema seja erradicado é imprescindível debater sobre ele. No entanto, tematicas a cerca de sexualidade e gênero é silenciado no Brasil pelo proprio lider executivo ,o presidente Jair Bolsaro ,que criticou nas eleições em 2018 o projeto Escola Sem Homofobia, de 2004 que conscientiza a sociedade sobre o preconcito contra a comunidade LGBTQIA+. Diante disso, é evidente que como o Estado não fala sobre o assunto de sexualidade ,a discriminação contra pessoas trans ainda será um problema.
Em suma, é indubitvel a adoção de alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo. Destarte, ao Ministério dos Direitos Humanos,órgão responsável pela formulação de políticas e ações voltadas aos direitos da população LGBTQIA+, em parceria com a ANCINE ,agencia nacional do cinema, a criação de um documentário sobre as dificuldades dos trans ,por meio de relatos da vitimas de tranfobia e de especialistas como médicos e psicólogos ,dessa forma a sociedade terá acesso a informações que a conscientizará das consequências e prejuízos da discriminação na vida desse indivíduos. Somente assim, o ponto de vista de São Tomas de Aquino será concretizado.