Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/11/2021

Historicamente, a Terceira Revolução Industrial, ocorrida a partir de 1970, foi responsável pelo avanço na produção relacionada à robótica, biotecnologia e telecomunicações. Desse modo, houve o aumento do compartilhamento de informações sobre a liberdade de gênero, sexualidade e auto imagem, ao mesmo tempo em que houve o incremento da violência a esses indivíduos devido ao preconceito. Logo, alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo referem-se a modificação do ensino público e a quebra de padrões socialmente instituídos.

A princípio, o sociólogo Florestan Fernandes, ao analisar o sistema de ensino brasileiro, intitulou o processo de “Democratização da Educação”, isto é, não apenas promover a educação pública aos jovens mas utilizá-la como ferramenta para transformação social. Portanto, para combater a transfobia na atualidade é necessário promover o amparo desses indivíduos a partir da estrutura educacional, a fim de modificar o ideal preestabelecido referente a sexualidade.

Nesse sentido, o filósofo Friedrich Nietzsche, ao verificar que a construção de ideais pela sociedade moderna é responsável pela criação dos padrões, criou a “Teoria do Martelo” como método para acabaf com o poderio político e religioso, ou seja, processo de desconstrução de ideologias pré estabelecidas socialmente. Segundo o intelectual, para que os indivíduos tenham uma vida essencialmente eficiente é necessário destruir toda moral instituida a partir da normatização social. Esse fato é ressaltado na atualidade a partir de discursos preconceituosos como “família tradicional” e “corpo ideal” que promove o aumento do preconceito relacionado aos transgêros no país, visto que a maioria dos indivíduos não realizam a quebra dos ídolos -verdades absolutas- e mantém a violência perante toda vivência diferente da conhecida pelo mesmo.

Afinal, para realizar o combater a transfobia no Brasil contemporâneo é necessário que o Ministério da Educação modifique o sistema de ensino público a partir do ensino dos filósofos e sociólogos mais recentes no país, como Florestan Fernandes, a fim de demonstrar a escola como um meio seguro para a transformação e manutenção das liberdades individuais. Para isso é imperioso a contratação de professores transgêneros das diferentes áreas do conhecimento, a fim de tornar mais palpável a normatização desses indivíduos na sociedade em geral. Além disso, é essencial o ensino da história relacionada aos grupos LGBTQIA mais relacionado a inclusão social, política e econômica na sociedade brasileira. Somente assim, com a modificação do preconceito, iniciado dentro das escolas, a partir da quebra dos ídolos -Friedrich Niezstch- ocorrerá o fim da violência de gênero no país.