Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 16/11/2021
“O progresso é impossível sem mudanças.” Essa máxima, atribuída a Bernard Shaw, exprime a importância da transformação quanto ao desenvolvimento de uma nação. Nesse contexto, alterações são necessárias no que tange ao combate da transfobia no Brasil, sendo preciso uma intervenção governamental, com o intuito de acabar tal crime. Essas necessidades tornam-se evidentes não só devido à falta de visibilidade trans na vida cotidiana, mas também na objetivicação dessas pessoas.
A princípio, a visibilidade de pessoas transsexuais são mais difundidas em redes sociais, porém, quando colocada em espaços de fácil acesso, como as redes de televisões, a população acaba se contorcendo, gerando preconceito e, consequentemente, menos espaços para participação. Essa ideia fica evidente quando relacionado à propaganda feita pelo governo do Maranhão, que colocou uma jovem trans como protagonista, onde rapidamente foi reijeitada pelos cidadãos e fortimente criticada pelos políticos conservadores. Dessa forma, é notável a importância de criar mais espaços para o ingresso dessas pessoas que sofrem com a ignorância brasileira.
Ademais, o Brasil é o país onde mais consome pornografia envolvendo transsexuais, mas, em contrapartida, é a nação que mais mata essas pessoas. Os dados divulgados pelo “Dossiê dos Assassinatos e da Violência contra pessoas Trans”, afirma o alto índice de assassinatos. Dessa maneira, fica evidente que as pessoas trans são fortimente objetificadas pela sociedade, já que, de forma análoga, os objetos são usados apenas para suprir necessidades humanas e facilmentes descartáveis, assim como essa população fragilizada.
Diante do exposto, medidas práticas são necessárias para que a sociedade brasileira alcance o progresso, conforme sustentara Bernard Shaw. Logo, em relação às alternativas de combater a transfobia no Brasil, cabe ao governo, facilitar a visibilidade de pessoas transsexuais na população civil, por meio de propagandas informativas e conscientizadoras, com o intuito de cessar o preconceito eminente. Desse modo, almeja-se acabar com a ignorância dos cidadãos, aumentando a representatividade e a inclusão dessas pessoas.