Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 19/11/2021

O livro “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a transfobia no país afeta grande parte da população. Assim, seja pela intolerância e preconceito exacerbado, seja pela falta de políticas públicas em escolas, o problema exige uma reflexão urgente.

Convém salientar, de início, que o preconceito e intolerância para com pessoas transgêneros corrobora de forma intensiva para o entrave. Desse modo, é possível analisar que pessoas que nasceram em um determinado sexo, mas que passam pelo processo de transição do sexo de origem para outro, sofrem segundo o site oficial do G1, gradativos ataques, tanto verbais quanto físicos, por pessoas que não aceitam determinada mudança, e dessa forma, além de passarem por agressões, xingamentos e críticas constantes, são marginalizados da sociedade e tratados com indiferença. Sendo assim, há como consequência, o aumento de casos de indivíduos com transtornos psicológicos, depressão e ansiedade por não serem aceitos e não terem espaços dignos  na sociedade, e por isso, é inaceitável que essa situação se perpetue na sociedade contemporânea.

Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente capazes de reverter a problemática. Nesse sentido, segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não ao contrário. Com efeito, em relação à transfobia no Brasil, o que se percebe é justamente uma ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de metas, de planos e de ações públicas suficientes para resolver o problema, seja pela falta de investimentos em campanhas midiáticas que apoiem a transição de genêro, seja pela necessidade de obrigar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, é substancial a mudança desse quadro. Logo, medidas devem ser realizadas.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar o problema. Para tanto, é imperiosa uma ação do Ministério da Educação, que deve, por meio de palestras e campanhas, disponibilizar conhecimento e informação para todos os alunos, de qualquer idade, que abordem a importância acerca do respeito e aceitação para com as pessoas, independente do sexo, a fim de proporcionar uma sociedade mais justa e compreensiva acerca das diferenças humanas, no qual o respeito se torne um dos tópicos mais importantes da humanidade.