Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/11/2021
O escritor brasileiro Gilberto Dimenstein afirma que, embora o país possua um conjunto de leis, elas estão retidas ao plano teórico. Analogamente, percebe-se que essa tese se aplica aos recorrentes casos de transfobia no Brasil, haja vista que o princípio de respeito e igualdade são defendidos por leis, todavia não ocorre na realidade contemporânea brasileira. Assim, é imperioso atentar-se à problemática com ênfase na negligência política e na falta de engajamento social.
Primordialmente, a negligência estatal acerca do preconceito direcionado às pessoas transexuais é um empecilho à resolução do problema. Sob esse viés, pontua-se a escassez de projetos públicos que instaurem campanhas de conscientização acerca do respeito ao próximo, pontuando as penalidades, caso ocorra a violação das normas propostas, atitude que colabora com a decadência do fator e com a permanência do estigma. Por conseguinte, o grupo de pessoas transexuais são agredidos moralmente e fisicamente todos os dias, por conta do preconceito intrínseco da sociedade brasileira conservadora que não aceita as diferenças e a liberdade do mundo moderno, influenciadas principalmente, pela educação familiar. Por conseguinte, embora a Constituição federal de 1988 determine aos cidadãos o princípio de igualdade, (independente de: gênero, renda, orientação sexual, etc.), a realidade expõe a persistência da intolerância e descumprimento da carta magna. Logo, o papel dos órgãos públicos é uma alternativa indispensável para superar a questão.
Outrossim, é válido destacar a citação de Martin Luther King, ativista social estadunidense, “Quem aceita o mal sem protestar coopera com ele”. Ou seja, a ausência de manifestação social e adesão à causa contribui para a persistência da marginalização dos transexuais no território brasileiro. Ademais, é imperativo que os cidadãos apoiem os relatos oferecidos pelas vítimas do preconceito, nas redes sociais, em que reportam: a violência física, a exclusão do mercado de trabalho, o perigo de sair na ruas, etc. Em adição, o poio pode ser através do compartilhamento da história ou por meio da pressão em empresas com o intuito de ampliar a equipe de funcionários valorizando a diversidade. Em suma, existe um inobservância social em engajar causas e promover a solução da questão.
Diante dos argumentos supracitados, por fim, é necessária a formulação de ações eficazes para sanar a adversidade referida. Uma vez que, o governo federal por meio através do Ministério da Educação, criará políticas atualizadas para a implementação de aulas sobre a diversidade social, desde o ensino primário, ministradas por professores de história e sociologia, no horário regular, com o intuito de oferecer um espaço harmônico e justo, como o defendido por lei. Em síntese, a sociedade brasileira irá construir desde a infância o senso de respeito ao próximo e o problema será sanado.