Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 19/11/2021

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, todos os cidadãos são iguais perante à lei, sem distinção de qualquer natureza, de forma a garantir a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança. No entanto, existem grupos que ainda sofrem com a opressão e a ignorância, tendo como resultado a intolerância e a dificuldade no alcance dos direitos, como ocorre com pessoas transexuais. Diante disso, para que haja uma sociedade igualitária e justa, é imprescindível que haja o combate a transfobia, diminuindo assim os índices de violência e aumentando sua inserção no mercado de trabalho.

Em uma primeira análise, o forte preconceito enraizado na sociedade brasileira reflete a pouca representatividade política que o grupo de pessoas trans recebe. Tomando como base a filosofia de Aristóteles, a política deve ser usada por meio da justiça para garantir a igualdade social. Entretanto, essa visão de mundo se mostra distante da realidade brasileira, visto que os discursos de ódio e os atos de segregação, como o bullying nas escolas e universidades cresce cotidianamente.

Ademais, é eminente configurar a negligência familiar como impulsionadora da transfobia. Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA), das meninas trans que são expulsas de casa, 90% caem na prostituição. Dessa forma, percebe-se que a falta de apoio e compreensão da família causa nessas pessoas um sentimento de desamparo, fazendo com que muitas adotem esse estilo de vida visando sua sobrevivência. Em consequência disso, os transexuais são cada vez mais excluídos e desrespeitados, seja pela família ou por desconhecidos.

Depreende-se, portanto, que a ausência de medidas governamentais e a negligência da família impedem que haja um combate à transfobia no Brasil. Desse modo, cabe ao Estado, por intermédio de verbas públicas, investir na segurança de pessoas trans - por exemplo, criando leis que as protejam do preconceito que sofrem - a fim de que existam caminhos que acabem com toda essa terrível violência. Adicionalmente, devem ser implantadas palestras para os pais de alunos em escolas, a fim de conscientizar os parentes da população trans e ensinar a lidar com as diferenças. Dessa forma, o problema será gradativamente minimizado no país.