Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/11/2021
No século 20, os franceses denominavam um indivíduo que se vestia com roupas ditas do sexo oposto como “travestito”, o qual era um termo pejorativo. Atualmente, casos de intolerância aos transexuais continuam presentes são preocupantes e precisam ser combatidos, seja por meio de apoio dos familiares, ou por meio do sistema educacional brasileiro.
Nesse sentido, é claro que o apoio da família à vítima do preconceito é essencial. Por exemplo, no fime “True Blue”, lançado em 2005, a personagem principal, uma mulher transexual, tem uma relação conturbada com a mãe, o que o faz tomar decisões extremas para seu futuro. Trazendo isso para a realidade, vê-se que a ajuda dos familiares é extremamente necessária, visto que além de fazer o filho se sentir seguro, os responsáveis podem levar o caso de transfobia às autoridades, quando a vítima ainda é muita nova ou não tem coragem de “rebater” o agressor. Assim, quanto mais notificados, policiais e delegados ficarão mais atentos a esses casos, pois será um problema extremamente recorrente.
Ademais, uma outra forma de amenizar a transfobia, seria o ensino do movimento “trans” na escolas. Isso se mostra como fator de sucesso pela série “Sex Education”, produzida pela plataforma Netflix, a qual traz pautas no ambiente estudantil sobre sexualidade e relações entre a comunidade LGBTQIA+. Essa proposta seria extremamente benéfica ao combate do preconceito com pessoas transexuais, pois adolescentes iriam compreender mais sobre o assunto e poderiam tirar suas próprias conclusões sobre o movimento, com base nos ensinamentos escolares. Com isso, provavelmente, a transfobia seria diminuída, exatamente por entenderem como é o processo e como essa é uma situação extremamente comum.
O combate ao pensamento transfóbico, portanto, é necessário e ele pode ser feito com o apoio dos responsáveis da vítima, ao relatarem os casos preconceituosos às autoridades, e também com o ensino sobre o assunto nas escolas, dando uma maior conscientização para os alunos desde cedo. Logo, é necessário a implantação pelo Ministério da Educação de disciplinas relacionadas ao assunto, as quais iram contar a história dos movimentos da comunidade, sobre como se portar em relação a colegas transexuais, entre outros fatores. Assim, haverá um respeito maior entre colegas e, no futuro, caso venham a presenciar a situação com seus filhos, esses alunos irão saber como os ajudar e apoiar.