Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada o modelo de uma sociedade ideal, sem conflitos ou problemas, ou seja, em perfeita harmonia. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo apresenta impasses, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário importuno é fruto tanto da negligencia dos governantes, quanto da falta de ensino sobre o assunto nos meios académicos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses fatores, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

A princípio, é essencial notar que a indiligência do Estado potencializa o fato das pessoas trans serem tratadas de forma invisível. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve coma presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades a transfobia acaba sendo algo recorrente no cotidiano, já que, muitas vezes os autores do ato não são punidos. Nessa perspetiva, para a completa refutação da teoria da estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz- se imprescindível uma intervenção estatal.

Outrossim, é igualmente preciso apontar a falta de ensino sobre transgêneros na formação acadêmica como outro fator que contribui para a manutenção da transfobia. Tal atitude se relaciona com a “Atitude Blasé”, termo usado pelo sociólogo, Georg Simmel, que ocorre quando o individuo passa a tratar com indiferença a assuntos que ele deveria dar atenção. Posto isso, como o individuo não tem acesso a informação sobre o tema ele acaba o tratando com indiferença. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas capazes de acabar com a transfobia. Dessarte, a fim de punir quem comete o crime, é preciso que o Poder Legislativo, Executivo e Judiciário – por intermédio de criação e aplicação da lei– julgue os casos e prenda os infratores, com a finalidade de fazer com que a sociedade tenha mais segurança. Espera-se, assim, que a coletividade alcance a Utopia de More