Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/11/2021
A renomada escritora britânica J. K. Rowling, responsável por escrever a saga Harry Potter, esteve diversas vezes envolvida em polêmicas devido a posts com falas transfóbicas. Ademais, no Brasil, este não pode ser considerado um caso isolado, visto que a transfobia é um fator muito presente no dia a dia dessas pessoas. Logo, são necessárias ações para combater a transfobia no Brasil contemporâneo, dado que o preconceito e a falta de representatividade sobre essa parcela da sociedade ainda é muito recorrente.
Em primeiro lugar, vale destacar que de acordo com os dados do Observatório de Assassinatos Trans, o Brasil ocupa o topo do ranking como o país que mais mata transexuais no mundo, pelo 12º ano consecutivo. Além disso, nosso preconceito se dá por uma questão estrutural, ligada às raízes conservadoras que é transmitida de geração a geração. Segundo o sociólogo polones Zygmunt Bauman: “Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem". Sob essa óptica, uma das principais causas do preconceito é a falta de informação, por isso a necessidade de buscar conhecimento para que possamos nos livrar das amarras da intolerância.
Ademais, estudos da Getty Images, GLAAD, Elife e agência SA365, revelam que a representação da comunidade LBGTQIA+ na mídia e publicidade ainda continua baixa e estereotipada. A representatividade tem grande importância, posto que através dela nos sentimos mais acolhidos, constatamos que as pessoas não são iguais, que apesar de todo o preconceito o indivíduo não se vê sozinho para enfrentar o mesmo e que é possível ocupar certos cargos. Além disso, de acordo com a publicitária Isabel Aquino, recebemos em média 5 mil mensagens publicitárias por dia, mesmo não memorizando todas elas inevitavelmente acumulamos conteúdos e informações que impactam na nossa maneira de enxergar e entender o mundo. Em função disso, pessoas fora da comunidade podem acabar tendo um entendimento melhor sobre os transexuais uma vez que esses indivíduos são mais representados.
Portanto, medidas são necessárias para que possam ser criadas ações para combater a transfobia no país. O Estado deve criar leis mais brandas contra atos de transfobia, na qual deve punir aquele que comete preconceito de maneira verbal ou física, a fim de dar maior suporte a esta parcela da sociedade. Os canais de mídias devem criar projetos por meio de propagandas com a finalidade de representar pessoas transexuais e trazer informações sobre a temática. Espera-se, com essa medida, que alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo sejam criadas.