Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/11/2021

O livro “I Was Born For This”, de Alice Osman, retrata a vida de um protagonista o qual identifica-se transexual, além disso mostra momentos de preconceito pela sua identidade, isto é, transfobia. Fora da ficção, tal preconceito com parcela da população tem se tornado cada vez mais comum e preocupante na sociedade brasileira. Ao refletir a respeito de alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo, a problemática ocorre em virtude da falta de informação, o que acarreta na exclusão desses indivíduos. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber que o Brasil, segundo o Jornal G1, é o país que mais consome conteúdo sexual de transexuais, porém é o que mais mata este grupo. Diante disso, percebe-se o preconceito enraizado no brasileiro, uma vez que a temática é pouco discutida pelas pessoas, gerando um tabu, o qual fomenta esse tipo de intolerância com o diferente. Analogamente, o artigo do médico Drauzio Varella “Violência Epidêmica” discute sobre a perpetuação dos hábitos, principalmente na infância, visto que é a fase de principal desenvolvimento, assim ocorre a repetição de ciclos, como a do preconceito contra trans. Em suma, a perpetuação desses hábitos em conjunto com a falta de informações acentua o sentimento de não pertencimento dos “trans” como cidadão brasileiro.

Desse modo, essa parte da população sofre com a exclusão na sociedade, dos direitos mais básicos do ser humano como saúde e trabalho. À vista disso, essas pessoas são como “Cidadãos de Papel”, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, nesse sentido o governo subtrai seus direitos, uma vez que não se opõem ao preconceito que essas pessoas enfrentam ao conseguirem emprego ou apenas serem atendidos pelo Sistema Único de Saúde. Seguindo essa linha de pensamento, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) relatou que os travestis sofrem discriminação e são julgados em entrevistas de emprego e consultas médicas nos hospitais publicos. Com isso, milhares de brasileiros permanecem desamparados e rasgados como papel.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Para tanto, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) em parceria com o ANTRA, para a elaboração de aulas extracurriculares nas escolas ensinando sobre pessoas trans e suas dificuldades, com depoimentos reais — além disso professores de biologia destruiria o preconceito mostrando que todos são iguais anatomicamente — assim esse ciclo será interrompido. Com tais medidas, o tecido social desprenda-se de certos tabus e pessoas como do livro “I Was Born For This” possam viver sem medo e todos sejam empáticos com elas.