Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 19/11/2021

O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor inglês Thomas Morus no séc. XVI- retrata a sociedade de maneira perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à transfobia, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da intolerância, mas também pela falta de conhecimento a respeito de gênero. Dessa forma, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Inicialmente, é primordial destacar que a intolerância com transgêneros deriva de um passado essencialmente conservador, no que concerne a criação de mecanismos, já que essa discriminação tem trazido impactos negativos para a sociedade, como a violência. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, em sua obra “A carta da intolerância”, não é a diversidade, o que pode se evitar, mas sim a tolerância negada aos que são diferentes. Tal conceito é materializado no Brasil, haja vista que, na atualidade, pessoas trangêneras são vítimas de ímpeto físico e verbal, a partir de comentários desrespeitosos, por exemplo, podendo sofrer essa discriminação tanto em locais públicos quanto pela família.

Além disso, a falta de conhecimento sobre os transgêneros apresenta-se como outro agravante da problemática. De acordo com o filósofo grego Platão, a ignorância é a raiz de todo o mal enquanto o conhecimento é a crença verdadeira justificada. Entretanto, é notória a falta de concretização desse conceito no cenário contemporâneo brasileiro, já que grande parte da sociedade não procura conhecer e entender as pautas da comunidade LGBTQIA+, principalmente dos trânsgeneros. Dessa forma, a ignorância dos indivíduos sobre as lutoas das pessoas trans, tanto pessoal como contra o preconceito, torna-se um fator que impulsiona a transfobia.

Infere-se, portanto, a necessidade da mitigação dos entraves com uma diminuição da transfobia na sociedade brasileira. Assim, cabe ao Congresso Nacional- órgão constitucional que exerce as funções do poder legislativo- mediante o aumento de investimentos, a criação de uma campanha de conscientização sobre os impactos do preconceito, além da intenfisificação da pena contra esse crime, por meio que um projeto de lei, com o objetivo de diminuir a transfobia na sociedade brasileira. Dessa forma, a “Utopia” de Morus estará mais perto de ser concretizada.