Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 18/12/2021

A Constituição federal de 1988 prevê em artigo 1° o pluralismo social como direito comum à cidadania. Contudo, nota-se uma ótica contraditória, visto que persiste a transfobia no Brasil. Portanto, é visível a incapacidade do Estado em grantir estratégias de combate a tal discriminação, pois ainda faz-se necessário ampliar as medidas de conscientização social e vetar a continuidade do preconceito no âmbito profissional.

Deve-se ressaltar, inicialmente, que a escassez de conscientização fomenta a persistência das problemáticas sociais. A respeito disso, a filósofa Hannah Arendt afirma que a falta de reflexão social provoca a banalização do mal. Dessa forma, a ausência de medidas que possam provocar a reflexão e o questionamento da população, leva a normalização do preconceito como prática social, fazendo que a transfobia, por exemplo, seja uma realidade no Brasil.

Ademais, a discriminação no âmbito profissional é um fator limitante na luta das minorias. Para exemplificar, segundo a multinacional Pwc, em uma pesquisa com pessoas de diferentes países, 50% dos trabalhadores já perderam oportunidades profissionais devido a atitudes discriminatórias. Com isso, sem oportunidade de trabalho, a situação de vulnerabilidade social dos transexuais é agravada, e por isso, são taxados como incapazes.

Em suma, é imprescindível buscar alternativas para combater a transfobia no Brasil. Para isso, compete ao Estado, por meio de projetos e parceirias, promover palestras de conscientização em órgãos púbicos e, ainda, conceder incentivos fiscais às empresas que apoiarem esses grupos minoritários - grandes corporações irão ofertar vagas exclusivas para profissionais transexuais, e em troca terão sua carga tributário reduzida -. Desse modo, tem-se a finalidade de garantir o direito à diversiade social no Brasil.