Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/02/2022
Na série “Euphoria”, a personagem Jules passa pelo processo de transição e começa a explorar sua verdadeira indentidade, ao longo da série, percebe-se a dificuldade da adolescente de conquistar aceitação em uma sociedade intolerante. No entanto, a ficção não é diferente da realidade, uma vez que diversas pessoas transexuais sofrem preconceito e são excluídas do resto. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à insuficiência legislativa, mas também por causa da educação precária no país.
Em primeiro lugar, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para combater os casos de transfobia. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado deve assegurar o direito dos indivíduos, eliminar as condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. De acordo com dados do jornal Estadão, a cada 26 horas aproximadamente, uma pessoa trans é assassinada no país. Diante disso, percebe-se que a postura estatal afeta gravemente a situação.
Além disso, a educação precária nas escolas também pode ser apontada como promotora do problema. Muitas instituições educacionais não abordam assuntos como a diversidade de gênero, orientação sexual, entre outros. Consequentemente, esses jovens são prejudizados no aprendizado e a desinformação leva a mais casos de preconceito.
Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para diminuir os casos da problemática. É necessário que o Governo fortaleça o sistema de justiça por meio do aumento de policiais trabalhando nas ruas e canais de denúncia com o intuito de diminuir a violência contra pessoas trans. Ademais, emprezas midiáticas devem promover formas de divulgar maior visibilidade do grupo e campanhas que ajudem a explicar a importância da diversidade, com o objetivo de levar a informação para mais indivíduos e diminuir o preconceito.