Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/03/2022
A Revolução Francesa, ocorrida em agosto de 1789, que tinha como lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, buscou a garantia de igualdade dos direitos na vida de todos, consolidou-se a partir da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Já na contemporaneidade, essa luta contínua na comunidade LBGTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, queer, intersexo e assexuais), que enfrentam diversos desafios como a transfobia, enquanto buscam por mais respeito, espaço e representatividade na sociedade.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o Brasil é o país onde mais morrem pessoas trans no mundo, chegando a mais de 100 casos no ano de 2022, um dos casos ocorreu em Recife, capital de Pernambuco, onde a jovem Renata Silva faleceu após ter 40% do seu corpo queimado por um adolescente, segundo o G1. Já em outra situação, onde a transfobia também ocorre, é no caso da atual participante do BBB, Linn da Quebrada, que foi chamada pelo pronome masculino, inúmeras vezes, mesmo tendo até tatuado o pronome “Ela”, em sua testa e dito como prefere ser chamada, ainda é alvo dessa discriminação.
Com o propósito de combater esse crime, a sociedade deve burcar informações a respeito das pessoas transexuais e trangêneras, e procurer usar o pronome e o nome social, sendo ele é o nome pelo qual a pessoa se identifica, que já pode ser colocado na identidade desde 2016, no decreto Nº8.727. Nele também é vedado o uso de expressões pejorativas e discriminatórias para referir-se as pessoas travestis ou trans. É necessário também o entendimento que a discriminação é atrelada a questões religiosas; principalmente ligadas ao cristianismo. Ao preconceito estrutural; que só aceita os relacionamentos heteroafetivos.
Em síntese, a transfobia é crueldade que prejudica milhões de pessoas, e visando diminuir ela, o Estado deve ficar atento e defender, as leis criadas para a proteção da comunidade LGBTQIA+, evitando mais crimes de ódio. Já as redes de ensino, devem conversar, com alunos e familiares, sobre a transfobia e a identidade de gênero, auxiliando eles para lidar, da melhor forma, com qualquer situação e conscientizar sobre respeito para com o outro, independente de seu gênero ou da sua sexualidade.