Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/03/2022

No filme “A garota dinamarquesa” é possível acompanhar a história de Lili Elbe, uma das primeiras pessoas a passar por uma cirurgia de redesignação sexual, e sua luta para superar preconceitos e ser feliz. Saindo da ficção, no entanto, é notório a persistência da transfobia no Brasil contemporâneo, sendo de primordial importância por em debate alternativas para mitigar essa forma de violência. Diante disso, é valido avaliar as causas dessa problemática e as suas consequências para a população transexual brasileira.

Primeiramente, é importante entender que a violência para com a população LGBT tem raizes históricas, sendo o fator cultural um grande empecilho para a superação de preconceitos. Isso existe por que por vários séculos, no Brasil e no mundo, estigmas foram criados e impostos visando marginalizar essa comunidade. Isso fica claro quando se toma como base o documentário “A Revolta de Stonewall”, no qual se destrincha as origens da marcha, ocorrida nos Estados Unidos, que lutava pelos direitos LGBT e cobrava o fim da associação dessa população a crimes hediondos.

É valido pontuar, ainda, que mesmo no contexto atual de crescente ganho de direitos, o Brasil continua sendo um ambiente perigoso para as pessoas trans. Tal fato ocorre, pois ainda existem falhas legislativas no que tange a proteção dessa população, sendo um marco a impunidade dos crimes cometidos, consequentemente gerando um aumento dos números de casos violentos. Isso fica evidente quando se analisa o fato de que o país lidera o ranking de mortes de travestis e transexuais no mundo, segundo dados de 2020 da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

Perante isso, portanto, é imprescindível que a transfobia seja combatida. Para tal é fundamental que o governo federal aliado a mídia socialmente engajada, criem projetos de combate ao preconceito. Tal ação deve ocorrer por meio de palestras e campanhas veiculadas em horário nobre, a fim de que a população passe a entender e respeitar essa esfera da sociedade. Afinal, todos, assim como Lili, têm o direito de serem felizes e viverem livres de preconceitos e qualquer forma de violência.