Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/03/2022
Erroneamente, as pessoas trans ainda precisam lutar por espaço e respeito na so-
ciedade, uma vez que, segundo os Direitos Humanos todos possuem igualdade pe-rante a lei. A fim de mitigar os males relativos a essa temática, é preciso analisar o preconceito enraizado na sociedade brasileira e a exclusão desse grupo.
A Violência Simbólica de Pierre Bourdier, que é a normatização de agressões e ações injustas, lastimavelmente, está presente no país, visto que de acordo com o relatório da TGEU(Trasngender Europe), o Brasil é o Estado que mais mata tran-sexuais no mundo. A presença desse preconceito decorre do fato de que boa parte da população considerar que tudo que “foge” do padrão é estranho. E foi comprovado que a incidência da violência é maior com indivíduos negros ou pardos, por exemplo 82% dos homicídios contra transgêneros são de pessoas dessa etnia.
A lógica de Bourdier e o preconceito para com as pessoas trans gera a exclusão so-cial desses indivíduos. De acordo com os dados levantados pela ANTRA( Associação Nacional de Travestis e Transexuais), 56% não fazem o ensino fundamental e 72% não completam o ensino médio. Cerca de 90% dos trangêneros que trabalham são reféns da indústria pornográfica ou da prostituição, uma vez que são segregados de forma bárbarie pela sociedade brasileira. Esse tratamento desumano, muitas vezes acarreta em transtornos psicológicos, visto que passam por intenso processo de autoaceitação e por causa de rejeições constantes, inclusive por parte de familiares e amigos.
Mediante a violência sofrida pela comunidade trans, urge-se que medidas sejam tomadas para combater a transfobia no Brasil. Cabe ao Ministério da Mulher, Famí-
lia e Direitos Humanos, junto ao Poder Executivo, garantir a execução dos direitos igualitários por meio da fiscalização períodica a fim de que se tenha o respeito. E o Ministério da Educação, no papel de gestor Educacional Federal, deve realizar por meio de palestras, a conscientização acerca da transfobia. A fim de que por meio dessas alternativas haja a inclusão de transexuais e travestis na sociedade. E que assim seja possível que o Brasil cresça de forma equitativa.