Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/04/2022

Debate-se, correntemente, sobre os desafios enfrentados no combate a transfobia, realidade que violenta milhares de pessoas transexuais no cotidiano brasileiro, sendo agredidas e vítimas de preconceito. Sobre esse viés, é possível perceber a necessidade de mudança, por meio da criação de leis que ajude no combate a transfobia e na visibilidade trans.

A priori, segundo dados da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), o Brasil notificou assassinato a 124 pessoas transexuais em 2019, podendo perceber que a nação brasileira não é propensa a tratar bem pessoas trans. Desse modo, a criação de leis que protejam essa comunidade da violência e que ofereçam pontos de assistência de suporte as vítimas de transfobia é de suma importância para essa parcela da população.

Outrossim, a representatividade de pessoas trans em mídias sociais e na televisão é muito importante. No reality “Big Brother Brasil”, a edição de 2022 contou com a participação da atriz e cantora Lina, mulher travesti que conquistou lugar de fala para representar sua classe em TV aberta. Dessa forma, é evidenciado que os canais de comunicação atuam como um lugar de transmissão para o combate a transfobia, dando local de fala para uma uma parcela da população silenciada e violentada.

Em suma, leis que assegurem os direitos de pessoas transexuais e a representatividade das mesmas são grandes agentes no combate a transfobia. Assim, cabe ao Congresso Nacinal, em conjunto da Antra, a criação de leis que garantam melhores condições de vida e segurança às pessoas trans. Também cabe as empresas de televisão, promover o discurso e o debate sobre a transfobia, dando a oportunidade para que a comunidade transexual tenha mais visibilidade nesse ãmbito. Dessa maneira, teremos uma sociedade em que as pessoas trans terá mais representatividade e viverá com maior segurança.