Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/04/2022
“Eu não sou louco, minha realidade é apenas diferente da sua” . O trecho do livro “Alice no País das Maravilhas”, do autor Lewis Carrol, mostra pela fala do gato sorridente um drama vívido por muitas pessoas trans no Brasil que diariamente sofrem preconceito devida a ignorância de uma grande massa de transfóbicos conviventes neste páis, segundo os estudos da Unesp o Brasil marca 4 milhões de pessoas trans e destas mais de 170 foram assasinadas em 2021, mantendo o Brasil em primeiro lugar de um ranking vergonhoso que mede os países que mais matam pessoas trans no mundo. Destare, é fundamental analisar as razões que fazem dessa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.
Em primeiro lugar, cabe abordar a exclusão social como um dos fatores principais para este problema. De acordo com a constituição brasileira é clara: todos têm direito à educação, à saúde e ao trabalho, permitindo que as pessoas vivam de forma digna, com direitos iguais. Porém, basta olhar para perceber que, muitas vezes, essas garantias ficam apenas no papel. De acordo com o UFRGS exemplos dessa discrepância pode ser observada na população transgênera, indivíduos cuja indentidade de gênero não corresponde ao seu sexo biológico, representados pela letra T na sigla LGBT+, que sofre com falta de visibilidade. De acordo com a ONG Transgender Europe, em números absolutos, muitas pessoas trans acabam na prostituição por não terem outra opção de ganho de vida estando transicionada.
Ademais, a falta de inclusão em várias áreas do Brasil configuram outro agravante, sendo o ambiente escolar e acadêmico um dos mais afetados. Segundo os dados do UFRGS, muitas pessoas no Brasil tendem a esconder seu verdadeiro genêro para não sofrer episódios de bullyng, principalmente durante o período do ensino médio.
Torna-se evidente portanto a necessidade de transpor as causas destes agravantes. Assim, cabe ao Governo Federal promover propostas de políticas públicas voltadas para a populção vivente no Brasil, focadas principalmente em áreas de de maior agressividade contra pessoas trans, a fim de garantir não somente a inclusaõ mas tambem a segurança e dignidade destas pessoas.