Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/04/2022
Platão, na obra “A República”, idealiza uma cidade harmônica e fraterna. Todavia, na atualidade, essa sociedade dificilmente será alcançada devido aos problemas vigentes, como o alto índice de transfobia que impede essa camada social de terem uma vida pacífica. Destarte, é fundamental analisar as razões que fazem dessa problemática uma realidade no mundo contemporâneo.
Em primeira análise, torna-se crucial enfatizar o nível de preconceito e desigualdade existente em todo Brasil como um dos fatores principais para este problema. De acordo com Sartre, o homem deve zelar pelo bem coletivo em detrimento individual, uma vez que ele está articulado a uma comunidade. Entretanto, o fato do Brasil ter raízes culturais homofóbicas e apresentar um vasto número de homicídios todos os anos contra pessoas transgênero, mostra que o pensamento do filósofo está longe de se tornar uma realidade no país.
Em segunda análise, a falta de ensino nas escolas brasileiras sobre o preconceito configura outro agravante. De acordo com o Ex-Presidente da África do Sul, Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Entretanto, a carência do estudo do mesmo, acaba agravando no futuro da sociedade, onde várias vezes, são criadas pessoas que repudiam tais indivíduos, inibindo ainda mais quaisquer que sejam as chances dos mesmos terem uma vida normal e viver em sociedade de forma pacífica. Assim, fica subsequente a necessidade de ações do Ministério da Educação nessa área.
Torna-se evidente, portanto, a busca de medidas para modificar o quadro de transfobia e aproximar a cidade platônica da realidade, sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover palestras e discussões sobre o tema nas escolas, a fim de garantir não somente a educação perante o mesmo, mas também a dignidade dessa camada da sociedade. De modo conjunto, o Executivo deve atenuar o preconceito, por meio de leis com o propósito de erradicar a transfobia e por consequência retirar o título de país com mais assassinatos a pessoas transgeneros do mundo. Pois assim, será possível essas pessoas usufruírem de uma vida digna, tranquila e sem qualquer julgamento.