Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/04/2022
“Se no mapa não constar a utopia, nem olhemos para ele, porque nos está escondendo o principal.” O escritor Oscar Wilde, com essa concepção, defende que crer em um mundo melhor, sem divergências e conflitos, consiste em algo fundamental para a existência humana. Assim sendo, acreditar em um país sem, por exemplo, a transfobia pode se caracterizar como um elemento norteador para a obtenção de uma sociedade mais harmônica. Nesse prisma, cabe analisar essa questão no Brasil contemporâneo.
Inicialmente, observa-se que o poder público se mostra negligente ao permitir a transfobia. Isso porque há uma falha no processo de conscientização da população sobre a importância do respeito as diversas identidades de gênero, o que prejudica o direito à igualdade das pessoas transexuais. Sendo assim, nota-se que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos, revelando, consequentemente, a violação do contrato social teorizado pelo filósofo John Locke.
Além disso, pontua-se que aceitar a transfobia é banalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da ausência de aplicação das leis existentes que proíbem a discriminação contra pessoas transgênero, comprometendo, assim, a segurança e a integridade deste grupo minoritário. Esse cenário pode ser esclarecido com base nos estudos filosóficos de Hannah Arendt, visto que, em virtude de um processo de massificação social, os indivíduos estão perdendo a aptidão de distinguir o certo do errado, ficando, então, inertes perante as dificuldades existentes.
Convém, portanto, ressaltar que a transfobia deve ser superada. Logo é necessário que o Estado promova a conscientização social, priorizando projetos educativos com especialistas da área jurídica, realizados pela internet, com o objetivo de garantir o respeito as pessoas trans. Ademais, é fundamental sensibilizar o corpo social, por meio de campanhas midiáticas em canais abertos de televisão, produzidas por ONGs, sobre a importância da mobilização coletiva em prol da aplicação da legislação vigente, a fim de combater o preconceito contra a comunidade transexual.