Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/04/2022
O documentário “Revelação”, produzido pela Netflix, mostra com o uso de depoimentos de artistas e diretores transsexuais, o preconceito sofrido e a importância da representatividade da comunidade transsexual no meio artístico. No contexto atual, a transfobia ainda é uma realidade que vem se perpetuando na sociedade brasileira. Isso ocorre pois há uma carência de informações sobre o assunto nas mídias e, também, a criação de estereótipos pelas pessoas.
Primeiramente, vale ressaltar que o desconhecimento é um dos pilares responsáveis pela perpetuação de casos de transfobia no Brasil. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo austríaco Karl Popper, a ignorância não é apenas a simples falta de conhecimento, mas é uma aversão à procura do saber e a recusa de evolução. A proposição apresentada anteriormente pode ser presenciada na sociedade brasileira, uma vez que, muitos indivíduos preferem se manter ignorantes ao invés de procurar se informar corretamente sobre o assunto. Desse modo, a ignorância contribui para a perenização da transfobia na sociedade brasileira.
Ademais, a reprodução de estereótipos pelos indivíduos e pela mídia fomenta o preconceito contra pessoas transsexuais. Nesse sentido, o livro “Transresistência”, escrito pelo jornalista Caê Vasconcelos, mostra as dificuldades enfrentadas por pessoas travestis dentro e fora do espaço familiar. O livro traz um exemplo de estereotipação praticada pela sociedade brasileira, que tem como a corrente conservadora a mais “comum” a ser seguida, excluindo e repudiando as outras vertentes e formas de pensar. Dessa forma, esse processo agrava os comportamentos transfóbicos no corpo social brasileiro.
Portanto, faz-se imprescindível que a mídia - meio de comunicação em massa - informe a sociedade sobre como a desinformação leva as pessoas a reproduzirem comportamentos transfóbicos sem saber, por meio da produção de documentários e comerciais, a fim de tornar o cidadão mais bem informado. Paralelamente, os centros educacionais - Escolas e faculdades - devem promover debates em sala de aula a respeito do assunto, com o fato de ajudar a entender o problema. Assim, o corpo social estará mais bem informado e menos preconceituoso.