Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/05/2022
Na obra “A palavra que resta” do autor brasileiro Stênio Gardel, Suzzanný, uma mulher trans, conta sobre episódios em que foi vítima de ataques de transfobia e apresenta muitas discussões sobre como as pessoas trans são invisibilizadas no Brasil. Fora da ficção, é possível ver muitos casos parecidos com o de Suzzanný nos últimos tempos. Posto isso, é necessário entender o que causa esse fenômeno e suas consequências para as vítimas.
De acordo com o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “Ninguém nasce odiando outra pessoa. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se po-dem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”. Sendo assim, dentre diver-sas causas, a falta de conhecimento é uma das principais quando o assunto é trans-
transfobia. Dessa maneira, a desinformação é uma das mais relevantes vias para a reprodução de atitudes transfóbicas. Juntamente com isto, o preconceito estrutural também é predominante nesses casos. Como efeito social, a sociedade hétero-cis-normativa atual julga inadequada toda expressão de individualidade que se entende para além desse eixo já criado.
Diante dessa conjuntura, a consequência mais notória é o grande número de mortes de pessoas trans e travestis no Brasil. De acordo com o Jornal Brasil de Fato, o Brasil é o país que mais mata trans e travestis no mundo, ocupando essa posição pela 13ª vez consecutiva. Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou o projeto de lei que criminaliza a homofobia e a transfobia, mas isso não impede o crescimento dos números alarmantes. Segundo o Jornal Hoje, 1726 registros de crimes com motivação homo-transfóbicas foram feitos somente no primeiro semestre de 2021.
Todavia, é necessário a tomada de medidas específicas para que casos como o de Suzzanný não sejam mais realidade no Brasil. O Ministério do Trabalho deve tratar da inclusão de pessoas trans e travestis no mercado de trabalho, para que se dê um fim à marginalização desses indivíduos. Simultaneamente, o Ministério da Cidadania deve criar campanhas de conscientização nas escolas sobre a transgeneridade, para que se formem cidadãos conscientes, pois,de acordo com a escritora norte-americana, Helen Keller, “O resultado mais sublime da educaçã