Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/06/2022
Na antiguidade grega, o exercício da cidadania era reservado apenas aos homens maiores de idade nascidos na pólis, sendo as mulheres e os estrangeiros excluídos dos espaços de poder e discriminados socialmente. Contemporaneamente, as pessoas cujo gênero não corresponde ao seu sexo biológico enfrentam a aversão e a discriminação provenientes da transfobia como barreiras impeditivas da sua inclusão nos espaços de educação e de trabalho. Diante disso, é urgente pensar em alternativas as quais combatam o preconceito contra pessoas trans na mentalidade da população e que promovam a inclusão social destes indivíduos.
Primeiramente, a filosofia de Jean Paul Sartre defende a liberdade humana de ser o que quiser ser. Nesse sentido, o pensador relata que o ser humano está condenado a ser livre, pois sua vida não possui um propósito espiritual ou social pré-determinado. De maneira contrária a esta ideia, as pessoas transexuais não gozam da liberdade de expressar o gênero com o qual se identificam, visto que são atingidas pela transfobia presente no país. Dessa forma, os indivíduos transgêneros são alvos de atitudes as quais vão desde agressões morais e psicológicas até agressões físicas.
Nesse contexto, é preciso notar que o Brasil é o país com o maior número de pessoas transexuais mortas no planeta, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais. No entanto, a ausência de consciência das pessoas sobre o que é um indivíduo transgênero, além da omissão das empresas em incluir pessoas trans no ambiente de trabalho e em combater atitudes transfóbicas neste mesmo ambiente , colabora para perpetuar o cenário de exclusão e violência direcionado a estes indivíduos.
Por fim, visando ao encontro de alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo, o Ministério da Educação poderia promover a conscientização da população acerca do que é um pessoa trans, além de combater o preconceito direcionado a estes indivíduos, por meio da realização de palestras e de projetos nas escolas e universidades. Ademais, o Ministério do Trabalho poderia fomentar a inclusão de pessoas trans no mercado laboral, além de combater a transfobia neste local, por meio da criação de projetos que atinjam este objetivo.