Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/06/2022
A constituição de 1988 assegura aos brasileiros o direito à vida, porém não apenas de continuar vivo, mas de ter uma vida digna. Nesse contexto, a segurança de pessoas trans depende diretamente do combate à transfobia por meio da sua visibilidade na sociedade e da repreensão estatal à discriminação.
Nesse sentido, é necessário que a população conheça a realidade de travestis e transsexuais. Segundo a filósofa, Hannah Arendt, é preciso haver diálogo entre os diferentes, para que o conflito entre esses não acarrete na inferiorização, desumanização e naturalização da violência a determinado grupo de indivíduos. Logo, a visibilidade das vicências de pessoas trans, principalmente do preconceito expererienciado por esse grupo, é o alicerce para a mudança e para a abertura de um diálogo construtivo com o restante da sociedade.
Ademais, a repreensão por parte do Estado às diversas formas de transfobia é essencial para a defesa de travestis e transsexuais. De acordo com o Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), houve um aumento de 39% no aumento de assassinatos de pessoas trans no primeiro semestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado. Essa tendência evidencia que esse grupo de pesssoas têm o direito primordial da vida violado, que deveria ser resguardado pelo Poder Público e pela sociedade como um todo.
Portanto, com a finalidade de proteger indivíduos trans e combater a transfobia, é necessário que organizações sociais iniciem um diálogo com a população em geral, por meio de manifestos na internet, por exemplo, para promover a visibilidade de travestis e transsexuais. Além disso, o Poder Público deve impor legislações mais severas referentes à crimes relacionados a homotransfobia, com o propósito de alertar potenciais transgressores.