Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/06/2022

A Constituição Federal de 1988 é um documento que,apesar da elaboração hodierna,possui representatividade internacional por sua vanguarda jurídica em garantir um corpo social justo e uma vivência digna a todos os brasileiros.No entanto,mesmo com a existência dessa estrutura normativa,a transfobia ainda persiste na sociedade brasileira contemporânea.Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da falta de informação,mas também da inécia governamental.Dessa forma,torna-se fundamental analisar o assunto em questão.

Nesse sentido,é importante salientar que a transfobia trata-se de uma questão estrutural.Desse modo,uma razão para esse preconceito é a cultura da “heterocisnormatividade,que estabelece como correto apenas relações heteroafetivas.Acerca disso,no Mito da Caverna do filósofo grego Platão,as sombras da caverna simbolizam todos os preconceitos e,em sequência,aprisionam os seres humanos à ignorância.Assim,é ilógico pensar que a falta de informação torne essa pauta cada vez mais negligenciada pela população.

Ademais,é necessário destacar que a sociedade tende a lidar melhor com o que é corriqueiro.Por isso,quando alguém se manifesta de modo divergente,indo de encontro aos estereótipos de masculino e feminino cis,sua postura é tida como errada.Sob tal ótica,o historiador francês Roger Chartier afirma que a escola deve atuar de modo que seja uma ponte em que o poder público participa da formação da sociedade.Todavia,ao não realizar esse ideal,as escolas brasileira carecem em formação social e na instrução da existência de diversidades na população.

Dessarte,nota-se a necessidade de medidas interventivas para atenuar esse impasse no Brasil.Portanto,cabe ao Ministério dos Direitos Humanos lançar o Programa de Combate a Transfobia,por meio da criação de um canal de comunicação para as pessoas possam denunciar possíveis casos de transfobia.Além disso,urge ao Ministério da Educação promover palestras e rodas de conversa nas escolas.Assim,informa-se sobre o assunto e promove a empatia em crianças e jovens.Desse modo,a fim de garantir os direitos básicos previstos na Constituição e minimizar essa problemática no território brasileiro.