Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 20/06/2022

Sabe-se que o Brasil segue no primeiro lugar do ranking de assassinatos de transexuais, como afirma o jornal O Globo. Diante desse cenário crítico, precisa-se de alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, faz-se necessário analisar duas medidas para mitigar a problemática apresentada, que são ensinar os indivíduos, desde a infância, a respeitar e aceitar a diversidade de gênero e também dar mais destaque aos transexuais para que eles possam inspirar as pessoas a sentirem-se à vontade para serem quem, de fato, são.

Primeiramente, é válido abordar que o indivíduo não nasce preconceituoso, ele torna-se e, por isso, é importante que haja um ensino para as crianças sobre diversidade de gênero, para que elas compreendam que o ser humano é livre para ser o que quiser, sem ter medo das opiniões alheias. Dito isso, segundo a Transgender Europe, “52% dos assassinatos de transgêneros no mundo ocorrem no Brasil”. Com isso, vê-se que esse cenário deve ser mudado e isso ocorrerá com a mudança de pensamento preconceituoso ao mostrar às crianças e aos jovens, o quão ruim esse dado é para uma sociedade democrática.

Por conseguinte, cabe analisar que na Grécia Antiga, o homem era um ser sexual, ou seja, ele era definido pelo prazer e não pela sua orientação. Tal afirmação comprova a regressão da sociedade, que dita a homossexualidade e, portanto, a transexualidade como algo, no mínimo, inadequado. Dessa forma, é imprescindível que a mídia, como uma fonte de informação e formadora de opinião, leve pessoas transexuais para debater sobre assuntos que as envolvem, para que outras sintam-se representadas e inspiradas a buscar seu espaço na comunidade.

Portanto, é preciso combater a transfobia no Brasil. Para que tal feito seja realizado, é de suma importância que a família, as escolas e a mídia trabalhem em conjunto para garantir a liberdade desse grupo. Isso acontecerá por meio de mini palestras, feitas nas instituições escolares, voltadas para crianças e jovens, para que eles dêem valor a diversidade de gênero existente no país e, além disso, as redes sociais devem promover vídeos e lives que tragam transexuais para debater sobre o assunto e quebrar os tabus criados pela sociedade.