Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 14/07/2022
Na série “Euphoria” é retratado a história de Jules, uma mulher trans que por frequentar um ambiente escolar, acaba sendo vítima de discriminação. Paralelamente a isso, fora das telas, essa situação não está distante da realidade, já que pelo aumento de casos de transfobia, está sendo necessário buscar outras alternativas para combater esse crime de ódio no Brasil contemporâneo. Dessa forma, cabe analisar causas como a ineficiência estatal e influência familiar.
Em primeiro lugar, é importante destacar a falta de efetividade do Estado como importante contribuinte na persistência desse problema. De acordo com o pensador Zigmunt Bauman, na sociedade há a presença de instituições de zumbis, que apesar de existirem não cumprem seu papel na prática. Nesse sentido, a máxima do autor se materializa atualidade, já por mais que existam leis e locais responsáveis por punir crimes de transfobia, na prática isso não acontece, em razão da falta de atenção e investimento sobre esse assunto por parte dos governantes. Por conseguinte, gerando uma sensação de impunidade e perpetuando esse tipo de preconceito.
Além disso, a falta de educação na parte do seio familiar também ocasiona o aumento da transfobia. Segundo a escritora Hellen Keller, o resultado mais sublime da educação é a tolerância. Contudo, essa prática não vem sendo aplicado dentro das casas, pois por mais que haja a educação nas escolas, os responsáveis por legado histórico ou ignorância vem repassando esse tipo de discriminação para os filhos. Dessa maneira, é inaceitável que isso persista em razão da falta de ensino dentro dos lares.
Portanto, é evidente a necessidade de medidas para a resolução do impasse. Assim, urge que o Ministério da Segurança, por meio de patrulhas, investigue diariamente nas ruas, punindo de acordo com a lei os criminosos, a fim de cumprir o seu papel de Estado. Ademais, o Ministério da Educação, em conjunto com as escolas, deve realizar pesquisas com os alunos, questionando se foi ensinando transfobia em casa, orientando assim os pais desses estudantes caso haja resposta positiva, com o intuito de informar a população. Assim será possível, que a ficção de “Euphoria” não se torne realidade.