Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/11/2022
Manoel de Barros, poeta brasileiro, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemen-te ignoradas. No contexto atual, pessoas trans ainda sofrem com a violência e pre-conceito em torno da sua classe. Com base nisso, é fundamental entender como a população proporciona a transfobia, bem como a negligência governamental.
Nessa perspectiva, é válido destacar como esse preconceito é apoiado por senti-mentos intrínsecos a si próprio, tais como religião e ideologias. Tal situação ocorre, porque, desde a formação do país, existe um sentimento de canonizar tudo e to-dos que são considerados “diferentes” buscando justificativa principalmente na Bí-blia. Essa situação, segundo o pensameto da filósofa francesa Simone de Beauvoir, que diz “O mais escândaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, tal pen-samento se traduz na realidade brasileira quando a transfobia já está tão banaliza-da a ponto de ser considerada comum e imutável.
Além disso, é importante realçar como o governo colabora em prol da problemá-tica. Fica claro, pois, que a indiferença do governo em ao menos assegurar direitos básicos as pessoas trans, silência de forma categórica a luta diária dessa parte da população. Sob esse viés, é válido comparar a atuação do governo no combate a transfobia, com a teoria das Instuições Zumbis do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presente na sociedade, mas que não cumprem seu papel com eficácia.
Portanto, são essenciais medidas eficazes no combate a violência a pessoas trans no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Comunicação, promover palestras em escolas e universidades em prol da causa trans no país. Além disso, o governo deve, por meio das três esferas do poder, atuar de forma proeminente no combate a transfobia, por meios de leis que ampa-rem esse público e políticas mais brandas para os agressores. Com a conjuntura dessas ações, o Brasil poderá combater esse preconceito.