Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/08/2022
Manoel de barros, grande poeta pós - modernista, criou em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar importância a situações frenquentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, analisar a transfobia no Brasil contemporâneo. A fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante observar a negligência Estatal e a censura causada pela mídia social.
Mormente, é indubitável que a questão constitucional esteja entre as causas da adversidade. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Analogamente, o Estado rompe essa harmonia, tendo em vista que se observa a dificuldade de mulheres trans de denunciarem os casos de transfobia. Como, por exemplo, falta de delegacias especializadas para denunciar casos e profissionais desqualificados para atender as vítimas. Como consequência, salienta-se que em 2020, foi registradas 175 mortes de mulhes trans, segundo o levantamento feito pelo ANTRA.
Ademais, a censura imposta pelas mídias contribui para o problema discorrido. É lícito referenciar o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu, no qual afirma sobre os meios de comunicação, oque foi criado pra ser um instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Sob essa ótica, é explícito que as mídias oprimem corpos trans, visto que não é criada campanha voltada ao respeito e a visibilidade. Como consequência, gerasse uma imobilidade social que acarreta na exclusão desse grupo minoritário.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para tanto, cabe ao Ministério da Segurança - órgão político responsável pela execução da seguridade- criar delegacias destinadas a amparar e cuidar de vítimas de transfobia, por meio de uma lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nela deve constar a obrigatoriedade da saúde e segurança da população trans. Espera que, assim, seja freada a transfobia no Brasil contemporâneo e que a “teologia do traste” não permaneça apenas no campo literário.